Gordura no fígado: alerta e avanços no tratamento
No Dia Mundial da Esteatose Hepática, especialistas reforçam o risco da doença silenciosa e destacam avanços científicos no cuidado
Silenciosa, frequente e muitas vezes sem diagnóstico: a esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, ganha atenção no Dia Mundial da Esteatose Hepática, celebrado em 11 de junho. O alerta é importante porque a condição pode atingir cerca de 30% da população mundial e evoluir para problemas graves, como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.
O cenário preocupa especialmente porque muitos casos só são descobertos tardiamente. Segundo o material, até nove em cada dez pacientes com gordura no fígado com inflamação permanecem sem diagnóstico. No Brasil, o aumento de sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2 ajuda a impulsionar esse quadro.
Quando a gordura no fígado deixa de ser só um alerta
A esteatose hepática pode avançar para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica, também chamada de MASH. Nessa fase, além do acúmulo de gordura, há inflamação no fígado e risco de formação de fibrose, quando surgem cicatrizes no órgão.
Esse avanço é o que torna a doença tão preocupante: quanto mais grave o quadro, maior a chance de complicações e de necessidade de transplante hepático. Por isso, especialistas reforçam a importância de olhar para o fígado com mais atenção, especialmente entre pessoas com fatores de risco metabólicos.
Hábitos ajudam, mas nem sempre resolvem sozinhos
A médica hepatologista Claudia de Oliveira, professora associada da Faculdade de Medicina da USP, destaca que alimentação equilibrada, atividade física regular e controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas essenciais. Mas ela também lembra que, em alguns casos, é preciso tratamento médico adequado e baseado em evidências científicas.
“A alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas importantes para o controle do nível da gordura no fígado. No entanto, em alguns casos, essas medidas precisam ser associadas a um tratamento médico adequado e baseado em evidências científicas”, explica a especialista.
Avanços recentes ampliam as opções
O texto destaca ainda que análises do estudo ESSENCE, apresentadas no Congresso Europeu de Hepatologia (EASL) 2026, mostraram benefícios da semaglutida biológica na redução da inflamação e da fibrose hepáticas em pacientes com gordura no fígado. Também houve menção a um perfil de segurança hepática favorável, inclusive em populações mais vulneráveis.
Para a hepatologista Fernanda Canedo, o diagnóstico precoce continua sendo decisivo. “O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para interromper a progressão da doença e evitar complicações graves. Graças aos avanços científicos, hoje, já contamos com opções terapêuticas que podem mudar o curso da condição”, diz.
Em meio ao crescimento dos casos, a mensagem principal é clara: gordura no fígado não é um detalhe e merece acompanhamento. Detectar cedo pode fazer diferença para evitar que uma condição silenciosa avance para fases muito mais graves.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



