Seminovos premium ganham força no Brasil

Levantamento mostra alta dos aparelhos seminovos e queda dos novos, com destaque para modelos premium e maior foco em custo-benefício.

Comprar celular novo deixou de ser a única prioridade para muita gente no Brasil. Um levantamento da Mercado Phone indica que os smartphones seminovos ganharam espaço de forma acelerada em 2026, chegando a 78% das vendas, enquanto os aparelhos novos caíram para 22%.

O dado chama atenção porque mostra uma mudança que vai além do preço: a decisão de compra parece cada vez mais ligada a estratégia, durabilidade e valor de revenda. Em vez de buscar apenas o lançamento do momento, parte dos consumidores está optando por modelos premium seminovos, especialmente da Apple.

Seminovo já não é plano B

Segundo o Intelligence Report 2025-2026, a participação dos seminovos subiu de 60% em 2025 para 78% em 2026. No mesmo recorte, os celulares novos recuaram de 40% para 22%. A variação foi de 18 pontos percentuais em cada categoria.

O relatório foi elaborado a partir da base da Mercado Phone, plataforma que conecta mais de 3.500 lojas em todo o país. A leitura da empresa é que o consumidor está mais atento ao custo-benefício e mais disposto a comparar gerações, desempenho e durabilidade antes de comprar.

iPhone lidera a preferência

O ranking dos modelos mais vendidos ajuda a entender essa virada. O iPhone 13 segue na liderança entre 2025 e 2026, enquanto iPhone 14, iPhone 15 e iPhone 15 Pro Max avançaram no top 5. Já o iPhone 16 Pro Max saiu da lista dos cinco mais vendidos, e o iPhone 17 Pro Max caiu da segunda para a terceira posição.

Na prática, isso sugere que os lançamentos mais caros já não têm a mesma força diante de seminovos premium que oferecem desempenho alto com valor mais acessível.

Mercado mais maduro e confiança maior

Para Maycon Richart, fundador e CEO da Mercado Phone, o avanço mostra um consumidor mais racional. Segundo ele, produtos da Apple têm alta durabilidade, boa retenção de valor e ciclo de vida longo, o que torna o seminovo uma alternativa muito racional para quem quer subir de nível sem pagar o preço cheio.

Richart também afirma que as lojas do segmento estão mais maduras, com mais curadoria, garantia, experiência de compra e pós-venda. Isso ajuda a reduzir barreiras e fortalece a confiança no mercado.

O movimento acompanha tendências mais amplas do consumo de eletrônicos, como ciclos de troca mais longos, valorização da durabilidade e avanço da economia circular. Para quem está pensando no próximo celular, o recado parece claro: o seminovo premium deixou de ser exceção e virou uma escolha cada vez mais estratégica.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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