Gírias da Geração Z: o que significa cada termo
Educadores explicam como expressões como delulu, cringe e tankar refletem identidade, pertencimento e cultura digital entre jovens.
Termos como delulu, tankar, cringe e farmar aura já fazem parte do vocabulário de muitos adolescentes e jovens adultos. Mais do que “internetês”, essas gírias mostram como as redes sociais influenciam a forma de falar, se expressar e até de construir identidade entre as gerações Z e Alpha.
Educadores ouvidos no material explicam que essas palavras circulam rápido entre memes, vídeos curtos, jogos e comunidades online. E, na prática, funcionam como códigos de pertencimento: quem entende, faz parte; quem não entende, percebe que há uma linguagem própria em movimento.
Gírias que dizem muito sobre a cultura digital
Para Rodrigo Cunha, professor de Computer Science e Digital Literacy da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), essas expressões revelam mais do que modismo. “Elas funcionam como códigos culturais de pertencimento e identidade dentro dos ambientes digitais. Muitas surgem em memes, vídeos curtos, jogos e comunidades online, circulando rapidamente entre idiomas e plataformas”.
Ele também destaca que a escola pode usar esse repertório para conversar sobre cidadania digital, contexto e responsabilidade. A mesma palavra pode ser divertida entre amigos, inadequada em um ambiente formal ou até ofensiva, dependendo de como é usada.
Linguagem que aproxima — e também separa
Thiago Silverio Barbosa, professor de Língua Portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, em Barueri (SP), compara esse fenômeno a formas de comunicação de outras épocas, como os “cadernos de perguntas” e as abreviações do MSN. Segundo ele, toda geração cria seus próprios símbolos para se reconhecer.
Lino Gonzaga de Oliveira, professor de português do Brazilian International School (BIS), de São Paulo (SP), reforça que não existe língua “pura” e parada no tempo. Para ele, as gírias mostram criatividade e contexto cultural, e fazem parte da transformação natural da comunicação humana.
Entender as gírias também ajuda nas relações em casa
O tema não interessa só aos adolescentes. Carolina Alvarenga, orientadora educacional do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue de Campinas (SP), observa que a curiosidade dos adultos pode virar ponte de diálogo. Em vez de ridicularizar o vocabulário jovem, pais, responsáveis e escolas podem aproveitar a chance para se aproximar.
O material também reúne um glossário com significados de expressões em circulação nas redes. Entre elas:
cringe, algo considerado vergonhoso ou fora de sintonia; delulu, alguém iludido; bapho, situação chocante; flopar, fracassar; FOMO, medo de ficar de fora; e clean girl, estilo minimalista e sofisticado.
No fim, entender essas palavras é também entender como os jovens se conectam, se identificam e se posicionam no mundo digital.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



