Internacionalização jurídica vira estratégia de carreira
Programa criado por Vinícius Bicalho mira advogados que querem atuar com negócios internacionais sem sair do Brasil.
A internacionalização na advocacia está mudando de significado. O que antes era visto quase só como mudança definitiva para outro país ou revalidação de diploma no exterior, agora aparece como uma estratégia de carreira e negócios para advogados brasileiros que querem atuar em operações internacionais sem sair do Brasil.
Esse movimento acompanha o avanço das empresas brasileiras em mercados conectados com outros países, o crescimento das operações cross-border e a demanda por profissionais preparados para ambientes regulatórios mais complexos. Na prática, isso abre espaço para uma advocacia mais ligada a consultoria, estratégia e relacionamento com clientes globais.
Mais do que falar inglês ou fazer curso fora
Para o advogado Vinícius Bicalho, ainda existe uma visão limitada sobre o tema. Ele afirma que há um universo de oportunidades internacionais que não depende necessariamente de contencioso local ou de exercer a advocacia tradicional em outro país.
Segundo Bicalho, áreas como consultoria empresarial, contratos internacionais, estruturação societária, planejamento patrimonial, imigração, internacionalização de negócios e assessoria para investidores e empresas fazem parte desse novo cenário.
O advogado destaca que “o advogado que entende negócios internacionais passa a ter um valor enorme”.
Ele também ressalta que internacionalização não acontece apenas porque o profissional fala inglês ou fez um curso fora. “Internacionalização não acontece só porque você fala inglês ou fez um curso fora. Ela acontece quando você constrói percepção de valor, autoridade e relevância para um mercado internacional, mesmo estando dentro do Brasil”, acrescenta.
Programa mira profissionais já consolidados
É nesse contexto que surge o Beyond Borders, programa criado por Vinícius Bicalho para advogados que já têm carreira estabelecida e desejam ampliar sua atuação para além do ambiente local.
De acordo com o idealizador, a proposta não é ensinar prática jurídica, mas ajudar o profissional a identificar oportunidades em operações internacionais, negócios cross-border e consultoria estratégica. “A Beyond Borders não foi criada para iniciantes. A proposta do programa não é ensinar advocacia. É ajudar o profissional a internacionalizar uma carreira que já existe”, afirma.
Entre os temas que aparecem com mais frequência entre os interessados estão direito empresarial, contratos, tributário, imigração, família, previdenciário, consultoria estratégica e internacionalização de negócios.
Uma mudança também na forma de se posicionar
Outro ponto destacado por Bicalho é a forma como muitos advogados brasileiros ainda se apresentam no mercado. Para ele, a formação técnica é competitiva, mas parte da categoria continua presa à lógica de competir apenas por preço.
“O problema não é o advogado brasileiro valer menos. O problema é que muitos profissionais foram ensinados a competir apenas por preço”, diz. Ele acrescenta que o mercado internacional valoriza percepção de autoridade, especialização, posicionamento e confiança.
Na visão do advogado, a internacionalização da carreira também pode abrir portas para novas parcerias. “Quando você reúne profissionais com visão internacional, naturalmente começam a surgir conexões, oportunidades e parcerias”, afirma.
Assim, o tema deixa de ser apenas sobre ir embora do país e passa a ser sobre construir presença, relevância e negócios em um mercado cada vez mais conectado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



