Copa 2026: atendimento médico nos EUA pode pesar no bolso

Com alta dos custos de saúde nos EUA, especialistas reforçam a importância do seguro-viagem para brasileiros que irão à Copa de 2026.

Quem vai viajar para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 precisa olhar além de passagens e hospedagem. Nos Estados Unidos, onde acontecerá a maior parte dos jogos, o atendimento médico pode custar muito caro — e especialistas alertam que um imprevisto de saúde pode sair mais caro do que a própria viagem.

Custos altos e sistema privado aumentam o risco

Dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI), divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA, mostram que os gastos com cuidados médicos subiram 4,2% em agosto de 2025, alcançando o maior nível desde 2021, na pandemia. O cenário preocupa porque o sistema norte-americano é majoritariamente privado, com cobrança direta por consultas, exames e internações.

Segundo Hugo Reichenbach, diretor de operações da Real Seguro Viagem, muitos turistas só percebem a importância de um seguro quando precisam de atendimento fora do Brasil. Ele alerta que problemas comuns em viagens, como intoxicação alimentar, diarreia, quedas e gripes fortes, podem gerar despesas muito altas nos EUA.

“Se o brasileiro viaja sem seguro-saúde, o gasto que ele pode ter com a saúde privada nos EUA pode ser de até 5 vezes mais alto do que os valores gastos com a própria viagem”, afirma Reichenbach.

Quanto pode custar um atendimento médico

Os valores citados no material ajudam a dimensionar o impacto:

– Consulta médica simples: entre US$ 100 e US$ 200 (cerca de R$ 510 a R$ 1.020)
– Atendimento de emergência: cerca de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10.200)
– Internação: a partir de US$ 3 mil por noite (cerca de R$ 15.300)
– Fraturas ou partos: podem chegar a US$ 10 mil (cerca de R$ 51.000)

Para a Copa de 2026, a recomendação é escolher um plano com cobertura internacional ampla, já que o torneio será disputado em três países: Estados Unidos, México e Canadá.

Seguro-viagem: por que considerar antes de embarcar

Embora não seja obrigatório para entrada nos países-sede, o seguro-viagem é apontado como uma proteção importante para evitar prejuízos e garantir assistência em situações inesperadas. Em muitos casos, o atendimento ocorre em rede credenciada, sem pagamento imediato, e pode incluir teleconsultas 24 horas.

Outra vantagem, segundo Hugo Reichenbach, é contratar o seguro no Brasil, com suporte em português, o que pode facilitar bastante em uma emergência. O especialista também recomenda avaliação médica prévia antes da viagem, atenção às vacinas, kit básico de medicamentos de uso contínuo e cuidados com hidratação e alimentação durante o deslocamento.

Com a previsão de receber cerca de 2,3 milhões de brasileiros em 2026, os Estados Unidos devem concentrar a maior parte do fluxo de turistas do Mundial. E, para quem quer torcer sem sustos, planejamento de saúde pode fazer toda a diferença.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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