Fibrilação atrial: arritmia que eleva risco de AVC

Condição afeta cerca de 900 mil brasileiros acima de 40 anos e pode causar palpitações, cansaço e falta de ar

A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca que merece atenção: estima-se que cerca de 900 mil brasileiros acima dos 40 anos convivam com a condição, associada ao aumento do risco de AVC e a complicações como insuficiência cardíaca quando não tratada adequadamente.

Além do impacto na saúde, a doença pode mexer com a rotina de forma silenciosa e desgastante. Entre os sintomas mais comuns estão palpitações, cansaço, falta de ar e limitações para atividades do dia a dia.

Quando a arritmia vira medo de sair da rotina

O caso da aposentada Maria Aparecida Ferreira, de 76 anos, ajuda a dimensionar esse impacto. Ex-professora e ex-vice-diretora da rede municipal de ensino de São Paulo, ela passou anos convivendo com episódios recorrentes de aceleração cardíaca e fazia acompanhamento com medicamentos e exames periódicos.

Com o tempo, as crises passaram a afetar sua qualidade de vida. Em um dos episódios, os batimentos chegaram a 160 por minuto, o que a levou a procurar atendimento de emergência. Em 2025, após um novo episódio sintomático, Maria foi indicada para realizar uma ablação cardíaca com a tecnologia FARAPULSE™.

Segundo ela, o procedimento foi mais tranquilo do que imaginava. “Eu tinha muito medo de fazer a ablação, mas hoje penso que, se soubesse como seria, teria feito antes. Não senti dor, a recuperação foi muito rápida e, desde então, não tive mais crises”, afirma.

Depois do tratamento, ela deixou de usar medicamentos específicos para controle da arritmia e retomou atividades importantes para seu bem-estar, como viajar e encontrar amigos. “Hoje vivo uma fase muito especial. Voltei a viajar tranquila, sem medo das crises, e me sinto muito bem”, completa.

O que há de novo no tratamento

O FARAPULSE™ é uma tecnologia de ablação não térmica que usa pulsos elétricos de alta intensidade para atuar nas células cardíacas responsáveis pela fibrilação atrial. Diferentemente de técnicas que usam calor ou frio, o método é descrito como mais direcionado e com preservação de estruturas próximas ao coração, como o esôfago e o nervo frênico.

O procedimento é minimamente invasivo, feito por meio de um cateter inserido pela veia da perna até o coração, e pode durar menos de uma hora, com recuperação mais rápida.

“O tratamento da fibrilação atrial evoluiu muito nos últimos anos e a ablação por campo pulsado faz parte dessa transformação”, afirma o Dr. Tamer El Andere, membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) e mestre em cardiologia pela USP. “Além de permitir uma atuação mais seletiva no tecido cardíaco, a tecnologia contribui para procedimentos mais eficientes e com um perfil de segurança bastante favorável. Isso também se reflete na percepção do paciente, que muitas vezes retoma a rotina e a qualidade de vida de forma mais rápida”, complementa.

Desafio que vai além da tecnologia

Apesar dos avanços, o acesso a tratamentos mais modernos ainda é limitado no Brasil. Segundo o material, novas abordagens para a fibrilação atrial estão em avaliação pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que define a cobertura obrigatória dos planos de saúde.

O tema passou por consulta pública, com participação de pacientes, profissionais de saúde e da sociedade. Agora, a expectativa é pela divulgação do resultado dessa análise, que pode ampliar o acesso a opções mais atuais de tratamento.

Mais do que uma discussão sobre inovação, a fibrilação atrial expõe um ponto central para muitas pacientes e famílias: informação, cuidado e acesso ao tratamento certo na hora certa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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