Natura leva inovação e regeneração ao SXSW Londres
Tatiana Ponce mostrou como a marca conecta beleza, ciência e impacto social em um modelo de negócio focado em regeneração.
A Natura marcou presença no SXSW Londres com uma conversa que colocou a beleza em outro patamar: o de força coletiva, inovação e impacto real. No painel “Radical Goodness: The Case for Brands that Mean It”, realizado na última quarta-feira, 4 de junho de 2026, Tatiana Ponce, CMO e VP de Inovação da Natura e Avon, falou sobre como a empresa integra regeneração, ciência e propósito ao seu modelo de negócios.
Beleza além do marketing
Dividindo o palco com Kate Marlow, cofundadora da Here Design, Tatiana apresentou a visão da Natura a partir do conceito de Economia Donut, de Kate Raworth, que propõe economias capazes de prosperar sem crescimento a qualquer custo. Segundo a executiva, a Natura já operava nessa lógica décadas antes de o tema virar tendência no mercado.
Ela também reforçou um ponto que vem ganhando força nas discussões sobre sustentabilidade: ESG e regeneração não podem ser tratados como camada de marketing. “O lucro não desaparece; ele se torna o motor que expande o bem”, afirmou Ponce.
A Amazônia como parte da inovação
Na conversa, Tatiana citou exemplos que mostram como a biodiversidade pode gerar produtos de alta performance e, ao mesmo tempo, valorizar a floresta em pé. Um dos casos foi o da árvore Ucuuba, que passou a valer mais em pé, por causa do fruto, do que derrubada para madeira. Outro destaque foi o Tucumã, fruto que renasce das cinzas e tem alto poder de regeneração celular na pele humana.
Esses exemplos ajudam a explicar por que a Natura costuma ser associada a uma beleza que não se limita à estética: ela também envolve ciência de ponta, uso responsável de recursos naturais e impacto social.
Foco no mercado latino-americano
Ao falar sobre a arquitetura de marcas depois das vendas da Aesop e da The Body Shop, Tatiana disse que a atenção da empresa está concentrada no mercado latino-americano. Nesse contexto, a Avon aparece em processo de transformação para uma espécie de “Femtech”, com agilidade de startup e foco em resolver as dores reais da rotina da mulher contemporânea.
O recado deixado pela executiva no SXSW Londres foi claro: beleza, para a Natura, não é só produto. É modelo de negócio, compromisso com o território e uma maneira de criar valor que beneficia pessoas, comunidades e o planeta.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



