Brasil gerou 81 milhões de toneladas de resíduos em 2024

No Mês do Meio Ambiente, especialista da UNIASSELVI indica atitudes simples para reduzir desperdício em casa e no consumo

No Mês do Meio Ambiente, um dado chama atenção para dentro de casa: o Brasil gerou mais de 81 milhões de toneladas de resíduos sólidos em 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA). Esse número evidencia a dimensão do desafio ambiental e reforça que soluções simples do cotidiano podem fazer diferença na redução do desperdício.

Pequenas escolhas, impacto real

Para a professora Dra. Maria Cecília Miotto, especialista em Gestão Ambiental e Ciências Biológicas da UNIASSELVI, a sustentabilidade não depende necessariamente de grandes mudanças na rotina. O ponto de partida, segundo ela, está na forma como consumimos. Antes de comprar, vale refletir se o item é mesmo necessário, com que frequência será usado e se já existe em casa algo que possa cumprir a mesma função.

Esse olhar mais atento também ajuda a combater compras por impulso e a reduzir o acúmulo de itens pouco utilizados. A especialista destaca ainda a influência das mídias sociais, que muitas vezes reforçam padrões de consumo pouco sustentáveis.

Hábitos simples que ajudam o planeta

Na prática, atitudes como reduzir o tempo de banho, consertar vazamentos, desligar aparelhos em modo stand-by e manter a manutenção dos equipamentos em dia já contribuem para economizar água e energia. Além do benefício ambiental, essas mudanças também favorecem o uso mais inteligente dos recursos naturais.

Outro ponto essencial é a separação correta do lixo reciclável. Quando os resíduos chegam limpos e organizados às cooperativas, o reaproveitamento fica mais fácil, a geração de renda é estimulada e a pressão sobre os aterros sanitários diminui.

O lixo eletrônico merece atenção especial. Como contém metais pesados e substâncias tóxicas, ele não deve ser descartado no lixo comum nem guardado em casa. O destino correto são pontos de coleta específicos, que ajudam a evitar contaminações ambientais e riscos à saúde.

Educação ambiental começa cedo

A professora também reforça a importância de envolver as crianças nesse aprendizado. Para ela, o exemplo dos adultos é o primeiro passo, já que os pequenos aprendem muito observando o comportamento dos responsáveis no dia a dia.

Brincadeiras, metas simples e pequenas recompensas podem tornar esse processo mais leve e eficaz. Assim, a educação ambiental se conecta à rotina da casa e ajuda a formar uma nova geração mais consciente sobre consumo, água, energia e alimentos.

Diante do volume de resíduos gerados no país, a orientação central é clara: reduzir o desperdício dentro de casa não exige investimento, mas atenção, planejamento e escolhas mais responsáveis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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