Pesquisa revela desigualdades no bem-estar LGBTQIAPN+ no Brasil

Estudo nacional destaca menor apoio social, liberdade e satisfação no trabalho para pessoas LGBTQIAPN+

Uma pesquisa nacional inédita, intitulada Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, divulgada em março de 2026, revela desigualdades significativas no bem-estar de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil. O estudo, conduzido pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, mostra que esses grupos apresentam indicadores mais baixos em aspectos essenciais como apoio social, liberdade percebida e satisfação com o trabalho, quando comparados à população heterossexual.

Apoio social e liberdade de escolha

Os dados indicam uma queda gradual na percepção de apoio social entre os grupos analisados: 88% dos heterossexuais afirmam contar com familiares ou amigos em momentos difíceis, percentual que diminui para 84,1% entre homossexuais e 82,4% entre bissexuais. Em relação à liberdade para tomar decisões importantes na vida, 90,5% dos heterossexuais se sentem satisfeitos, contra 86,4% dos homossexuais e 84,9% dos bissexuais.

Esses números sugerem que o sentimento de pertencimento e autonomia ainda não é igual para todos, o que pode impactar diretamente a saúde emocional e a qualidade de vida dessas pessoas.

O papel do trabalho na felicidade

Um dos achados mais expressivos do estudo refere-se à relação entre identidade sexual e felicidade no ambiente profissional. Enquanto 79% dos heterossexuais afirmam que o trabalho contribui para sua felicidade, esse índice cai para 76% entre homossexuais e 66% entre bissexuais, representando uma das maiores variações do levantamento.

Renata Rivetti destaca que o trabalho ocupa uma parte significativa da vida adulta e influencia a percepção de cidadania. Ela ressalta que ambientes de trabalho que promovem pertencimento, respeito e segurança psicológica beneficiam não apenas a carreira, mas também a saúde emocional, os relacionamentos e a qualidade de vida em geral. Além disso, ambientes psicologicamente seguros favorecem inovação, engajamento e desempenho.

Redes sociais, solidão e comparação

A pesquisa também investigou o impacto das redes sociais no bem-estar emocional. A comparação da própria vida com a de outras pessoas é mais frequente entre pessoas LGBTQIAPN+: 64% dos bissexuais e 61% dos homossexuais relataram esse comportamento, contra 55% dos heterossexuais. O sentimento de tristeza após o consumo de conteúdo nas redes sociais foi relatado por cerca de 50% dos entrevistados em todos os grupos, indicando um desafio comum a diferentes perfis.

Outro aspecto relevante é a solidão. O estudo aponta que pessoas de grupos historicamente minorizados apresentam níveis maiores desse sentimento, reforçando a importância das relações sociais, do senso de comunidade e do pertencimento como pilares fundamentais do bem-estar.

Sinais de resiliência e esperança

Apesar das desigualdades, o levantamento também revela indicadores positivos. Pessoas homossexuais e bissexuais avaliam sua saúde física de forma mais positiva do que heterossexuais (70% contra 59%). Além disso, 77% dos homossexuais afirmam acreditar fortemente em um futuro melhor, percentual superior aos 66% registrados entre heterossexuais.

O estudo foi realizado com 1.500 entrevistas em todas as regiões do Brasil, entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2026, com 95% de confiança estatística e margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Mais do que medir a felicidade, a pesquisa contribui para compreender como fatores como apoio social, trabalho, liberdade e pertencimento moldam a vida de milhões de brasileiros.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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