Influenciadores na cobertura da Copa reacendem debate
Caso envolvendo Virgínia Fonseca recoloca em pauta o valor da formação jornalística, a apuração ética e os desafios da comunicação nas redes sociais.
A presença de influenciadores em coberturas da Copa do Mundo reacendeu uma discussão que vai além da repercussão nas redes: afinal, influência digital pode substituir jornalismo? O caso envolvendo Virgínia Fonseca e a cobertura da Globo colocou em evidência a importância da formação profissional, especialmente em um cenário marcado por velocidade, alcance e desinformação.
Para Rita Donato, coordenadora do curso de jornalismo na FAPCOM, o crescimento dos criadores de conteúdo é um movimento legítimo da comunicação contemporânea. Mas isso não elimina o valor do jornalismo nem a necessidade de preparo técnico para apurar, contextualizar e tratar temas de interesse público com responsabilidade.
Influência e jornalismo não são a mesma coisa
Segundo a especialista, a discussão não deveria ser tratada como uma disputa entre jornalistas e influenciadores. As funções, explica ela, são diferentes e podem até se complementar.
Enquanto influenciadores se destacam pela proximidade com o público, pelo engajamento e pela produção voltada à experiência e ao entretenimento, jornalistas são formados para investigar, entrevistar fontes, interpretar dados e contextualizar informações.
“Os influenciadores são relevantes na conexão com o público, mas o jornalismo é essencial para garantir a apuração ética, com responsabilidade social e análise crítica”, destaca Rita Donato.
Por que a formação pesa mais em tempos de desinformação
Em um ambiente hiperconectado, a velocidade com que conteúdos circulam amplia também o risco de erros e boatos. Por isso, Rita afirma que a qualificação profissional ganha ainda mais relevância quando o assunto é informação de interesse coletivo.
Ela lembra que o jornalista atua dentro de um código de ética, com técnicas específicas de apuração e respeito às fontes e à legislação. Para a docente, isso faz diferença na qualidade e na segurança do conteúdo que chega ao público.
“Especificamente no caso do jornalista, há um código de ética a ser respeitado, o que garante que as informações serão apuradas com rigor, a partir de técnicas específicas, com respeito às fontes e à legislação”, explica.
O que muda na formação dos comunicadores
Rita defende que escolas e faculdades atualizem seus conteúdos para formar profissionais mais preparados para o ambiente digital, sem abrir mão da responsabilidade social. Na avaliação dela, veículos e organizações precisam de pessoas capazes de entender não só as ferramentas, mas também os impactos culturais e éticos da comunicação.
Para a coordenadora, o futuro da área não está na substituição de jornalistas por influenciadores, mas na valorização de profissionais aptos a interpretar contextos e produzir informação com qualidade.
“O futuro da comunicação não está na substituição dos jornalistas pelos influenciadores, mas na valorização de profissionais preparados para compreender a sociedade, interpretar contextos e produzir informação com qualidade e responsabilidade”, conclui.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



