Videogame por horas? Veja riscos à saúde dos gamers

Fadiga ocular, dores musculares e até trombose podem afetar jogadores de e-sports após longas sessões de treino e competição.

Passar horas em frente à tela não pesa só nos olhos: para jogadores de videogame, especialmente os de e-sports, a rotina intensa de treinos e competições pode trazer dores, cansaço visual e outros riscos à saúde. Entre os problemas mais citados estão fadiga ocular, lesões musculoesqueléticas e, em casos raros, tromboembolismo venoso associado ao tempo prolongado sentado.

O que mais afeta quem joga por longos períodos

Segundo a Mayo Clinic, os e-sports exigem movimentos finos sustentados, rapidez dos membros superiores, coordenação olho-mão e alta capacidade cognitiva. Isso vale tanto para jogadores profissionais quanto amadores, inclusive em console, computador ou smartphone.

Entre os quadros mais comuns estão:

Fadiga ocular: é a queixa mais frequente. Pesquisas indicam que ela pode atingir até 56% dos jogadores competitivos. Os sintomas incluem visão turva, dor de cabeça, irritação e desconforto nos olhos.

Dores musculoesqueléticas: movimentos repetitivos como clicar, digitar e manusear controles podem causar dor em mãos, punhos, cotovelos, pescoço e costas. Com o tempo, isso pode evoluir para lesões por sobrecarga, como síndrome do túnel do carpo e tendinopatias.

Glúteos “inativos”: longas horas sentado podem enfraquecer a musculatura do quadril e contribuir para dor lombar e nos joelhos.

Sono e saúde mental: a luz azul dos dispositivos pode afetar o ritmo circadiano e piorar a qualidade do sono, especialmente em quem viaja para torneios em fusos horários diferentes. Alguns jogadores também relatam sintomas de depressão e ansiedade, embora não necessariamente em taxas superiores às da população geral.

Como reduzir os impactos

A especialista da Mayo Clinic recomenda uma abordagem parecida com a de atletas tradicionais, mas adaptada às demandas do jogo. Algumas medidas ajudam a prevenir problemas:

  • Aquecer os membros superiores antes de jogar;
  • Fazer pausas regulares para se movimentar;
  • Usar a regra 20-20-20 para descansar a visão (a cada 20 minutos, olhar para algo a 6 metros por 20 segundos);
  • Manter atividade física fora das telas;
  • Dormir bem e preservar a rotina de sono.

Para a saúde dos glúteos, exercícios como agachamento, ponte e clamshell podem ajudar. O cuidado ideal pode envolver médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e especialistas em cirurgia da mão.

A mensagem principal é simples: jogar faz parte da diversão e, para muita gente, também da competição. Mas quem passa muitas horas diante da tela precisa tratar o corpo com a mesma atenção dedicada ao desempenho.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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