Retinógrafos no SUS podem reduzir cegueira
Novo pacote do Ministério da Saúde prevê equipamentos para UBS e reforça o diagnóstico precoce da retinopatia diabética no país.
A compra de retinógrafos portáteis pelo Ministério da Saúde pode transformar o acesso ao diagnóstico precoce de doenças oculares no Sistema Único de Saúde (SUS). Inseridos no Novo PAC Saúde, que destina cerca de R$ 1,8 bilhão para modernizar Unidades Básicas de Saúde (UBS) em mais de 5 mil municípios, esses equipamentos são essenciais para identificar alterações na retina antes que causem perda irreversível da visão, especialmente em pessoas com diabetes.
Exame simples, rápido e acessível
Os retinógrafos capturam imagens do fundo do olho, permitindo detectar sinais de retinopatia diabética, glaucoma, hipertensão arterial e degeneração macular. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, o uso desses aparelhos na atenção primária pode ampliar o rastreamento e reduzir casos de cegueira evitável.
O exame é rápido, indolor e não invasivo, podendo ser realizado por profissionais treinados, o que facilita o acesso ao diagnóstico inicial, especialmente em regiões com escassez de oftalmologistas.
Importância do controle do diabetes
A retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira no Brasil, é uma complicação silenciosa do diabetes. O excesso de glicose no sangue danifica os pequenos vasos da retina, podendo causar vazamentos e hemorragias que, se não tratados, levam à cegueira bilateral e irreversível.
Pessoas com diabetes devem realizar exame de fundo de olho pelo menos uma vez ao ano. A presença de hipertensão arterial, doença renal, anemia, tabagismo ou gravidez exige cuidados redobrados, pois aceleram a progressão da doença.
Os sintomas, quando aparecem, incluem visão embaçada, flashes de luz, manchas escuras e distorções visuais, podendo evoluir para perda de visão em estágios avançados.
Telessaúde e inteligência artificial ampliam o alcance
Os retinógrafos serão integrados às estratégias de telessaúde do SUS, permitindo o envio remoto das imagens para avaliação por especialistas, o que acelera o diagnóstico e o início do tratamento em locais com poucos oftalmologistas.
Um projeto em Santa Cruz do Sul (RS), conduzido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), está avaliando o uso da inteligência artificial para interpretar as imagens captadas pelos retinógrafos portáteis. Até o momento, mais de 1.100 pessoas com diabetes foram examinadas. Quando a retinopatia é detectada, os pacientes são encaminhados para avaliação presencial e tratamento especializado.
Essa experiência reforça a importância de distribuir retinógrafos e treinar equipes para ampliar o rastreamento e preservar a visão da população.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



