ArPa encerra edição com foco na arte latino-americana

Feira em São Paulo reuniu mais de 60 galerias de dez países e revelou dados sobre colecionismo, feiras e interesse internacional

A ArPa encerrou sua 5ª edição, realizada de 27 a 31 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, reafirmando sua importância no circuito da arte contemporânea latino-americana. O evento contou com a participação de mais de 60 galerias provenientes de dez países e divulgou dados inéditos sobre o mercado, evidenciando uma expansão e maior atenção ao cenário latino-americano.

Novos colecionadores e interesse internacional em evidência

Segundo levantamento anual da ArPa, em parceria com a Agência Galo, 92% dos entrevistados perceberam um aumento do interesse internacional pelos artistas latino-americanos. Além disso, 78% consideram as feiras essenciais para a visibilidade e comercialização das obras. O perfil dos novos colecionadores se destaca, citado por 54% dos participantes como o mais ativo recentemente, indicando uma diversificação do público e maior engajamento no circuito de arte contemporânea.

Formato que privilegia a contemplação

Durante cinco dias, a feira ocupou dois prédios no complexo da Mercado Livre Arena Pacaembu, adotando um formato que prioriza a experiência contemplativa. Os estandes foram concebidos como pequenas exposições, afastando-se do ritmo acelerado típico de outras feiras. Essa abordagem, implementada desde 2022, tem sido bem recebida, com galerias que participaram da primeira edição retornando e estreantes internacionais já sinalizando presença futura.

No Setor Principal, 14 galerias participaram pela primeira vez, enquanto o Setor UNI apresentou 14 mostras individuais, sendo sete delas de novas participantes. O crescimento ocorreu sem ampliar a escala da feira, preservando o ambiente que se tornou sua marca registrada.

Panorama do mercado de arte contemporânea

A pesquisa realizada pela ArPa revela um mercado em transformação. Metade dos entrevistados observa uma aceleração no perfil dos colecionadores brasileiros, e 65% percebem a entrada de novos nomes no circuito, superando os colecionadores tradicionais, mencionados por 32%. Para 38%, o maior desafio é ampliar e fidelizar esse público emergente.

O Brasil é visto como bem ou parcialmente bem posicionado no mercado global por 92% dos participantes, e a expectativa para o segundo semestre de 2026 é positiva, com 83% prevendo crescimento leve ou estabilidade. O protagonismo feminino também é destacado, com 91% reconhecendo sua presença ou crescimento, refletido na condução do Setor Base exclusivamente por mulheres nesta edição.

Camilla Barella, fundadora e diretora da ArPa, comenta que a feira acompanha de perto essas transformações: “Esta edição aconteceu num momento de atenção real ao Brasil, e a pesquisa que fazemos ajuda a entender isso de dentro. O que vemos é um circuito que está formando novos colecionadores e olhando cada vez mais para a América Latina, e a ArPa quer estar no centro dessa conversa.”

Recepção do público e perspectivas futuras

Durante os cinco dias de evento, 53% dos visitantes estiveram na ArPa pela primeira vez. A avaliação da experiência foi altamente positiva, com 98% classificando-a como ótima ou boa, e 94% manifestando intenção de retornar. Quase metade dos visitantes (44%) considerou adquirir uma obra durante a feira, especialmente aqueles que estão iniciando no colecionismo e buscam obras com valores mais acessíveis.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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