Novo exame menos invasivo facilita diagnóstico precoce do câncer de intestino
SUS adota teste que pode ser feito em casa para rastrear câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos
O câncer de intestino é uma das doenças que mais crescem no Brasil e ainda é frequentemente diagnosticado em estágios avançados. Para ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo para o Sistema Único de Saúde (SUS), adotando o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.
O FIT é menos invasivo que os métodos tradicionais, pode ser realizado em casa e não exige preparo intestinal ou restrições alimentares. Ele detecta pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino. Essa facilidade é fundamental para aumentar a adesão aos exames preventivos, já que o medo e o desconforto são barreiras comuns para exames mais invasivos.
Alexandre Jácome, oncologista e líder nacional da especialidade de tumores gastrointestinais da Oncoclínicas, destaca que o câncer colorretal enfrenta uma grande barreira relacionada ao diagnóstico tardio, pois muitas pessoas evitam exames por medo ou desconforto. Métodos mais simples, como o FIT, tendem a ampliar o rastreamento.
No entanto, o FIT é um teste de triagem inicial e possui limitações. Ele depende da presença de sangramento no momento da coleta, o que pode não ocorrer em todos os casos. Por isso, um resultado negativo não elimina totalmente o risco da doença. Caso o teste seja positivo, o paciente deve ser encaminhado para colonoscopia, exame padrão-ouro que permite visualizar diretamente o intestino, confirmar o diagnóstico e retirar pólipos que poderiam evoluir para câncer.
O câncer de intestino é conhecido por ser silencioso, com sintomas que geralmente aparecem apenas em estágios avançados. Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento intestinal, dores abdominais frequentes, anemia, perda de peso sem causa aparente e fadiga. Por isso, o rastreamento regular é fundamental para aumentar as chances de cura.
Além do exame, Jácome ressalta que o estilo de vida tem papel importante na prevenção. Sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em ultraprocessados e carnes processadas aumentam o risco da doença. Ele reforça que o rastreamento é essencial, mas a conscientização sobre sintomas e fatores de risco também precisa avançar, pois o câncer de intestino tem altas chances de cura quando identificado precocemente.
Com a adoção do FIT pelo SUS, mais de 40 milhões de brasileiros terão acesso facilitado a um exame que pode salvar vidas, tornando a prevenção mais acessível e menos desconfortável.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



