Tumores cerebrais: sinais que toda mulher deve conhecer para agir cedo

A morte de Oscar Schmidt reacende alerta sobre tumores cerebrais, que afetam milhares no Brasil; entenda sintomas e importância do diagnóstico precoce.

A morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt reacendeu um alerta importante para a saúde: os tumores cerebrais. Embora sejam relativamente raros, esses tumores do sistema nervoso central são complexos e podem afetar profundamente a qualidade de vida. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 11 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028, com uma leve predominância em homens, que representam cerca de 53% dos diagnósticos, enquanto as mulheres somam aproximadamente 46,5%.

Maio é o mês de conscientização sobre o câncer cerebral, simbolizado pelo laço cinza, e é um momento para reforçar a importância de reconhecer os sinais precoces da doença. Para as mulheres, que muitas vezes lidam com múltiplas demandas diárias, entender esses sintomas pode fazer toda a diferença.

Quais sintomas merecem atenção?
Nem toda dor de cabeça indica um tumor cerebral, mas algumas características são sinais de alerta. Dores muito intensas, persistentes e acompanhadas de convulsões, mudanças no comportamento, fadiga, náuseas, vômitos, desequilíbrio, dificuldades cognitivas e perda de memória devem ser investigadas. Entre 30% e 70% dos pacientes com tumores cerebrais relatam dores de cabeça durante o diagnóstico, e cerca de metade apresenta convulsões. Esses sintomas podem ser confundidos com outras condições, por isso a persistência e a intensidade são pontos-chave para buscar avaliação médica.

O que causa os tumores cerebrais?
Os tumores do sistema nervoso central surgem do crescimento anormal de células no cérebro, medula espinhal ou meninges. As causas são variadas e incluem predisposição genética, síndromes hereditárias e exposição à radiação. Pesquisas ainda avaliam possíveis relações com substâncias químicas e até o uso excessivo de smartphones, mas sem conclusões definitivas. O importante é manter o equilíbrio no uso da tecnologia e cuidar da saúde de forma geral.

A incidência é maior entre idosos, especialmente entre 75 e 84 anos, mas crianças também podem ser afetadas, principalmente por tumores ligados à medula e ao sistema nervoso central infantil.

Como é feito o diagnóstico?
Diferente de outros cânceres, não há exames de rastreamento para tumores cerebrais. O diagnóstico depende da avaliação clínica e de exames de imagem, principalmente a ressonância magnética. Outros exames complementares podem ser usados para detalhar o tumor e planejar o tratamento.

Tratamento e cuidado multidisciplinar
O tratamento geralmente envolve cirurgia para remoção do tumor, seguida de radioterapia, quimioterapia e outras terapias conforme o caso. O sucesso depende de uma equipe multidisciplinar que inclui neurocirurgiões, oncologistas, radioterapeutas, neurologistas e profissionais de reabilitação, garantindo um cuidado integral ao paciente.

A morte de Oscar Schmidt reforça a importância de não ignorar sintomas neurológicos persistentes e buscar ajuda médica diante de alterações cognitivas, convulsões ou dores de cabeça fora do comum. Para as mulheres, que muitas vezes priorizam o cuidado com os outros, esse alerta é um convite para olhar para si mesmas com atenção e carinho.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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