Proteínas e fibras: pilares nutricionais durante o uso de GLP-1
Durante o tratamento com agonistas de GLP-1, proteínas e fibras são essenciais para preservar a massa muscular e a saúde intestinal.
Medicamentos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) são terapias estabelecidas para o diabetes mellitus tipo 2 e a obesidade. Entre eles, destacam-se a liraglutida, semaglutida e tirzepatida, que promovem aumento da saciedade, redução do apetite e consequente perda de peso. A tirzepatida atua simultaneamente nos receptores de GLP-1 e do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP), trazendo avanços terapêuticos. Novas terapias triplas, como a retatrutida, associam a ativação dos receptores de GLP-1, GIP e glucagon, buscando atuar sobre saciedade, gasto energético, metabolismo da glicose e oxidação de gordura.
Apesar dos benefícios metabólicos e da perda de peso significativa, estudos recentes indicam possível redução da massa muscular durante o tratamento, o que impacta a funcionalidade, mobilidade e qualidade de vida, especialmente em indivíduos com maior risco de sarcopenia. O tecido muscular apresenta maior gasto energético comparado ao tecido adiposo, contribuindo para melhor composição corporal e manutenção do peso a longo prazo.
As fibras alimentares são fundamentais para a saúde intestinal e o equilíbrio metabólico. Elas favorecem o funcionamento do intestino, promovem a diversidade da microbiota intestinal e contribuem para a produção natural de hormônios intestinais relacionados à saciedade, incluindo o GLP-1 endógeno. Alimentos naturalmente ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas, também fornecem vitaminas, minerais, compostos bioativos e antioxidantes importantes para o organismo, auxiliando na redução de processos inflamatórios, na saúde metabólica e no funcionamento do sistema imunológico.
Durante o uso dos agonistas de GLP-1, sintomas gastrointestinais como constipação e náuseas são frequentes. O consumo adequado de fibras, aliado à hidratação adequada, ajuda a melhorar o trânsito intestinal e a reduzir esses desconfortos.
Para melhorar a ingestão nutricional durante o tratamento, recomenda-se fracionar a alimentação em cinco ou seis pequenas porções ao longo do dia, priorizando alimentos com alta densidade nutricional. Estratégias para aumentar a ingestão proteica incluem o consumo de proteínas magras e de fácil digestão, como frango sem pele, ovos cozidos e carne bovina sem gordura aparente, preferencialmente assadas ou grelhadas com ervas e especiarias, evitando preparações gordurosas e frituras que podem intensificar sintomas gastrointestinais. Preparações leves, como smoothies com whey protein e frutas congeladas, iogurtes proteicos e sopas enriquecidas com proteína, costumam ser bem aceitas por pacientes com maior sensibilidade gastrointestinal.
Manter a hidratação adequada é fundamental, pois a redução do apetite pode levar à diminuição da ingestão de líquidos, agravando sintomas como constipação e náuseas. A ingestão regular de água contribui para o equilíbrio metabólico e o bom funcionamento do organismo durante o uso dos agonistas de GLP-1.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



