Perda auditiva em jovens: 5 causas e prevenção

Uso excessivo de fones e exposição a ruídos altos aumentam risco de perda auditiva precoce

A perda auditiva entre jovens tem aumentado nos últimos anos, principalmente por causa de hábitos comuns na rotina moderna. O uso prolongado de fones de ouvido em volume alto e a exposição frequente a ambientes barulhentos estão entre os principais fatores que comprometem a saúde auditiva de forma gradual e silenciosa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de jovens no mundo estão em risco de desenvolver perda auditiva evitável.

A fonoaudióloga Gisele Munhoes destaca que o uso inadequado de fones intra-auriculares em volumes elevados pode danificar as células sensoriais do ouvido interno, responsáveis pela captação dos sons. Como essas células não se regeneram, o dano pode ser permanente. Além dos fones, frequentar shows, festas e baladas sem proteção, exposição constante a ruídos urbanos intensos, videogames em volume alto e o hábito de dormir ouvindo música também aumentam o risco de perda auditiva precoce.

Principais causas e como evitá-las:

1. Uso prolongado de fones em volume alto
Ouvir música por muitas horas seguidas, especialmente acima de 60% do volume máximo, pode causar danos às células auditivas internas. Para evitar, mantenha o volume em níveis moderados, faça pausas a cada hora, prefira fones com isolamento acústico e evite dormir com fones ligados.

2. Exposição a ruídos intensos em festas e shows
Ambientes com som elevado podem provocar zumbido temporário e, se frequentes, perda auditiva permanente. Use protetores auriculares, afaste-se das caixas de som, faça intervalos em áreas silenciosas e dê descanso aos ouvidos após exposições intensas.

3. Infecções de ouvido não tratadas
Otites e inflamações podem afetar estruturas importantes da audição se negligenciadas. Procure atendimento médico ao sentir dor, secreção ou sensação de ouvido tampado, evite usar objetos para limpar o ouvido, mantenha higiene após piscina ou praia e siga o tratamento indicado.

4. Uso inadequado de medicamentos ototóxicos
Alguns remédios podem causar efeitos colaterais auditivos, especialmente sem orientação médica. Nunca se automedique, utilize medicamentos apenas com prescrição, informe o médico sobre zumbidos ou redução auditiva e respeite doses e tempo de uso.

5. Fatores genéticos
Alterações hereditárias podem influenciar a audição desde o nascimento ou ao longo da vida. Realize exames auditivos periódicos se houver histórico familiar, faça triagem auditiva em crianças e busque acompanhamento especializado ao notar sinais de dificuldade para ouvir.

Gisele Munhoes reforça que cuidar da audição desde a juventude ajuda a evitar impactos futuros na comunicação, desempenho profissional, aprendizado e qualidade de vida. A recomendação é incluir a saúde auditiva na rotina de cuidados preventivos, com avaliações periódicas e atenção aos primeiros sinais de alteração.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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