Maio Cinza destaca sintomas e diagnóstico precoce do câncer cerebral
Mês de conscientização reforça sinais de tumores cerebrais e importância do diagnóstico rápido
Maio é o mês dedicado à conscientização sobre os tumores cerebrais, representado pela cor cinza. A campanha Maio Cinza reforça a importância de reconhecer sintomas que muitas vezes passam despercebidos, como dores de cabeça persistentes, alterações de visão, convulsões e mudanças de comportamento. Esses sinais são essenciais para o diagnóstico precoce, que pode impactar diretamente na sobrevida e na qualidade de vida dos pacientes.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 12 mil novos casos de tumores no sistema nervoso central anualmente entre 2026 e 2028. Embora raros em comparação a outros tipos de câncer, os tumores cerebrais estão entre os mais letais, especialmente o glioblastoma, forma mais agressiva da doença.
Os tumores cerebrais são classificados em primários, que se originam no cérebro ou nas meninges, e secundários, que resultam de metástases de outros cânceres, como pulmão, mama ou pele. Entre os tumores primários mais comuns estão os meningiomas, que surgem das células da meninge, e os gliomas, originados das células da glia, responsáveis por sustentar os neurônios. Meduloblastomas, mais frequentes em crianças, também fazem parte desse grupo, podendo se disseminar pelo líquor.
Os sintomas variam conforme a localização do tumor e tendem a ser progressivos. Entre os sinais mais comuns estão dores de cabeça persistentes, especialmente ao acordar ou deitar, náuseas e vômitos sem causa aparente, convulsões em pessoas sem histórico, alterações na visão, audição, fala ou equilíbrio, perda de memória, confusão mental, mudanças de comportamento e fraqueza em um lado do corpo.
Devido à semelhança com outras doenças neurológicas, o diagnóstico pode ser tardio, por isso qualquer sintoma persistente deve ser investigado com exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética.
O tratamento depende do tipo, localização e gravidade do tumor, além da idade e condição clínica do paciente. A cirurgia é a principal estratégia curativa, buscando remover o máximo possível do tumor sem comprometer funções neurológicas importantes. A radioterapia é usada como complemento ou quando a cirurgia não é viável, e a quimioterapia pode ser eficaz em determinados gliomas.
Avanços em terapias-alvo, anticorpos e estudos com células CAR-T para glioblastomas recidivados estão em desenvolvimento.
Além do tratamento oncológico, a reabilitação com fisioterapia, fonoaudiologia e apoio psicológico é fundamental para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes, que muitas vezes precisam readquirir funções perdidas.
A maioria dos tumores cerebrais não tem causa conhecida e não é prevenível. No entanto, fatores de risco incluem síndromes genéticas hereditárias, exposição à radiação ionizante e infecções como Epstein-Barr e HIV. Evitar exposição desnecessária à radiação e realizar acompanhamento em casos de risco genético elevado são recomendações importantes.
O Maio Cinza reforça a necessidade de atenção aos sintomas e o acesso rápido a centros especializados para melhorar o prognóstico dos pacientes com tumores cerebrais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



