Cresce busca por reversão de exageros estéticos na estética facial

Pacientes procuram reverter procedimentos antigos para recuperar naturalidade e identidade no rosto, segundo cirurgião plástico

Nos últimos anos, cresceu o número de pacientes que buscam reverter exageros estéticos realizados no rosto. Esse movimento, chamado por especialistas de “era da desarmonização”, reflete uma mudança significativa na forma como as pessoas enxergam a própria imagem. Em vez de buscar contornos artificiais e volumes exagerados, a preferência atual é pela naturalidade e pela preservação da identidade facial.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Hugo Sabath, da Clínica Libria, muitos pacientes chegam ao consultório relatando que não se reconhecem mais no espelho após procedimentos excessivos. “São pessoas que fizeram preenchimentos em excesso e agora querem recuperar traços mais leves, naturais e compatíveis com sua própria identidade”, explica.

Entre os casos mais comuns estão a remoção de preenchimentos antigos, a redução de volumes exagerados e o tratamento de complicações relacionadas ao PMMA, uma substância permanente que pode causar inflamações, endurecimento e deformidades anos após a aplicação. Diferente do ácido hialurônico, o PMMA não é absorvido pelo organismo, o que torna sua reversão um desafio para a cirurgia reparadora facial.

Dr. Sabath destaca que muitas tendências estéticas do passado envelheceram mal. “Houve uma busca desenfreada por rostos extremamente marcados, com mandíbula e maçãs do rosto muito volumosas. Naquele momento, isso parecia bonito, influenciado pelas redes sociais, mas o tempo mostrou que esses excessos comprometem a naturalidade”, comenta.

Reverter esses procedimentos, no entanto, nem sempre é simples. O médico alerta que a retirada do produto não garante o retorno imediato à aparência original. “Quando há excesso de preenchimentos por muitos anos, a anatomia do rosto muda, os tecidos sofrem alterações e algumas sequelas podem ser difíceis de corrigir completamente”, afirma.

Além do impacto estético, o excesso pode afetar a autoestima e o emocional das pacientes. Muitas relatam desconforto social, evitam fotos e vídeos, pois sentem que perderam suas características naturais. Para Dr. Sabath, o rosto é parte fundamental da identidade, e a estética deve respeitar isso.

A estética moderna, segundo o especialista, está passando por um amadurecimento. O conceito “menos é mais” deixou de ser apenas uma frase e virou filosofia. O objetivo atual é preservar a individualidade, evitando transformações padronizadas. O papel do profissional é equilibrar técnica e responsabilidade, orientando sobre os limites anatômicos e freando excessos.

O cirurgião também ressalta a influência das redes sociais, que promovem padrões irreais de beleza por meio de filtros e edições. “O problema é quando o paciente tenta reproduzir isso no próprio rosto sem considerar sua estrutura única”, alerta.

A crescente procura por reversões e correções indica que a estética está entrando em uma nova fase, valorizando a naturalidade, a aparência saudável e a harmonia. “Hoje, o excesso deixou de ser sinônimo de beleza. A verdadeira beleza está em parecer você mesmo”, conclui Dr. Hugo Sabath.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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