Avanço do debate sobre Lipedema alerta para tratamentos enganosos

Especialista destaca riscos de promessas de melhora rápida para Lipedema, doença que afeta 12,3% das mulheres adultas no Brasil

O avanço do debate sobre o Lipedema, uma doença crônica e progressiva que pode atingir 12,3% da população feminina adulta brasileira, tem aumentado a preocupação com tratamentos enganosos que prometem resultados rápidos. Especialistas alertam que essas abordagens podem agravar a inflamação e atrasar o cuidado adequado para a condição, que ainda é pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade, retenção de líquido ou linfedema.

O Lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura subcutânea, principalmente nos membros inferiores, mas também pode afetar braços, tornozelos e pés. Além do inchaço desproporcional, a doença causa dores, sensação de peso, hematomas frequentes e dificuldade para emagrecer nas áreas afetadas, que não respondem a dietas e exercícios físicos da mesma forma que o restante do corpo.

Segundo a biomédica, esteticista e terapeuta linfática Cláudia Farias, especialista em Lipedema, a falta de informação e o impacto emocional causado pelas mudanças no corpo tornam muitas mulheres vulneráveis a promessas de tratamentos “milagrosos”. “O tratamento conservador busca desinflamar a região afetada, diminuir as dores e trazer mais conforto no dia a dia, sempre acompanhado por consultas médicas, exercícios físicos e dieta específica”, explica.

O Consenso Brasileiro de Lipedema recomenda que o manejo conservador seja a primeira opção para todas as pacientes. Esse cuidado inclui mudanças no estilo de vida, nutrição, terapia compressiva, exercícios de baixo impacto, fisioterapia descongestiva e, em alguns casos, uso de medicação prescrita por médico.

Já o tratamento invasivo, que envolve procedimentos cirúrgicos, deve ser avaliado cuidadosamente e realizado com acompanhamento médico multidisciplinar, visando melhorar a mobilidade em casos mais graves.

Cláudia alerta para o risco da comercialização da doença, que se aproveita da relação entre Lipedema, aparência corporal e autoestima. “Muitas pacientes chegam fragilizadas emocionalmente e buscam tratamentos rápidos, o que pode levar a procedimentos agressivos e inadequados que pioram a inflamação”, afirma.

Como não há cura definitiva, o foco do tratamento é aliviar sintomas, reduzir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. Entre as medidas indicadas estão compressão elástica, fisioterapia descongestiva, alimentação anti-inflamatória e, quando necessário, medicação prescrita. Em alguns casos, a lipoaspiração específica pode ser recomendada, sempre com acompanhamento médico.

O Lipedema é uma doença genética, sistêmica e desencadeada por alterações hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa. Além dos sintomas físicos, pode afetar a saúde mental das mulheres, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para garantir o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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