Leon Knopfholz lança livro sobre psicanálise e mística judaica

A Bipolaridade do Literal discute certeza, dogma e experiência humana

O escritor, empresário e músico Leon Knopfholz lança no dia 21 de maio seu quarto livro, A Bipolaridade do Literal – Uma Pequena Psicanálise de Deus, na Câmara Municipal de Curitiba, das 18h30 às 21 horas. Com 176 páginas divididas em 13 capítulos, a obra transita entre filosofia, psicanálise, mística judaica e ética contemporânea, representando o trabalho mais ambicioso do autor até o momento.

O livro parte da hipótese de que a literalidade não é um método neutro de leitura, mas um mecanismo psíquico. Segundo Knopfholz, diante do insuportável — como o infinito, a morte e a ausência de sentido — o ser humano tende a reduzir o indizível para torná-lo administrável. Esse processo, que domesticaria o sagrado, faz com que ele perca sua potência, gerando um problema existencial.

Na introdução, o autor esclarece que “psicanalisar Deus não significa reduzi-lo a uma patologia humana”, mas investigar o que projetamos quando falamos Dele. A obra não é teológica no sentido convencional, mas uma reflexão sobre o custo existencial da certeza absoluta e o que se perde quando a letra deixa de apontar para além de si mesma, substituindo aquilo que deveria revelar.

Ao longo dos capítulos, Knopfholz reúne figuras e conceitos pouco comuns em um mesmo texto. Entre eles, Freud e Hitler como expressões opostas da mesma angústia humana na Viena do início do século XX; o cabalista Abraham Abulafia tentando converter o Papa Nicolau III; o Golem do Maharal de Praga como símbolo da criação sem consciência ética; e personagens bíblicos como Salomão, Jacó e Jó, que refletem diferentes formas de relação do humano com o divino. A obra também aborda a Cabala luriânica e seu conceito de tzimtzum, que propõe que a criação exige uma retirada, como chave para entender a contemporaneidade.

O autor conclui que o maior risco não está em duvidar de Deus, mas em ter certeza absoluta sobre Ele, pois o dogma nasce do medo da ambiguidade, do silêncio e do vazio. Knopfholz encerra o livro com o conceito de praticanálise, uma postura diante da experiência cotidiana que combina psicanálise, mística e ética. Não se trata de uma técnica terapêutica, mas de uma pergunta constante: “estou apenas funcionando, ou estou existindo?”

Com oito prêmios literários e reconhecimento internacional, Leon Knopfholz é também autor de outras obras e atua em áreas como cinema e música. O lançamento de A Bipolaridade do Literal ocorre em um momento em que questões sobre certeza, dogma e responsabilidade ganham urgência diante dos avanços tecnológicos e éticos da sociedade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 68 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar