Frio aumenta risco de AVC em até 20%
Temperaturas abaixo de 14 ºC elevam pressão arterial e contraem vasos, aumentando risco de AVC
O frio intenso pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em até 20%, segundo alerta da Rede Brasil AVC. Esse aumento ocorre principalmente quando as temperaturas ficam abaixo dos 14 ºC, situação comum em algumas regiões do Brasil durante frentes frias. A contração dos vasos sanguíneos provocada pelo frio eleva a pressão arterial, um dos principais fatores de risco para o AVC.
Idosos e pessoas com hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas são mais vulneráveis a esse efeito do frio.
A neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Dra. Sheila Martins, destaca os sinais de alerta do AVC, que incluem fraqueza ou formigamento na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental; alteração da fala ou compreensão; alteração na visão; problemas de equilíbrio e coordenação; tontura; e dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente.
Para identificar um possível AVC, a especialista recomenda observar se a pessoa consegue sorrir normalmente, levantar ambos os braços e falar uma frase simples, como “o céu é azul”. Caso algum desses movimentos esteja comprometido, é fundamental acionar o serviço de emergência imediatamente. O tempo para chegar ao hospital é decisivo para reduzir danos e salvar vidas.
A Rede Brasil AVC lembra que até 80% dos casos podem ser evitados com o controle da hipertensão, diabetes e colesterol. Adotar hábitos saudáveis, como praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo, também contribui para diminuir a incidência do AVC.
A organização, criada em 2008, atua para melhorar a assistência, educação e pesquisa sobre o AVC no Brasil, reunindo profissionais de diversas áreas para reduzir o número de casos e aprimorar o atendimento pré-hospitalar e hospitalar, além de promover a reabilitação precoce e a reintegração social dos pacientes.
Com a previsão de novas frentes frias no país, especialmente no Sul e Sudeste, a atenção aos riscos do frio para a saúde cardiovascular deve ser redobrada.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



