Asma causa cerca de 120 mil internações anuais no SUS

Exacerbações da asma evidenciam desafios no controle da doença no Brasil

No Brasil, a asma é responsável por cerca de 120 mil internações anuais no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). A doença inflamatória crônica das vias aéreas afeta aproximadamente 20 milhões de brasileiros e pode se manifestar por sintomas como falta de ar, chiado no peito e tosse. Sem cura, a asma pode evoluir para exacerbações — crises agudas que frequentemente demandam atendimento de urgência e hospitalização.

Apesar dos avanços no tratamento, a falta de controle adequado e a baixa conscientização ainda impactam milhares de pessoas, especialmente crianças, idosos e populações vulneráveis.

Desafios no manejo da asma no Brasil
Entre os principais desafios para o controle da asma estão a necessidade de educação continuada para profissionais de saúde, a disponibilização dos medicamentos indicados pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, e a adesão ao tratamento. A capacitação para identificar e tratar a asma grave é fundamental, pois essa forma da doença, embora menos comum, está associada a maior morbidade, mortalidade e custos para o sistema de saúde.

Pacientes com asma grave apresentam exacerbações frequentes, maior risco de hospitalizações e uso recorrente de corticosteroides sistêmicos, o que pode levar à piora da função pulmonar e impactos clínicos significativos ao longo do tempo. Os custos para tratar esses casos podem ser até dez vezes maiores do que para formas leves ou moderadas da doença.

Importância do diagnóstico precoce e terapias avançadas
O acompanhamento contínuo e a abordagem individualizada são essenciais para evitar crises graves e melhorar a qualidade de vida. Avanços na compreensão dos mecanismos inflamatórios da asma possibilitaram o desenvolvimento de terapias direcionadas, que atuam em diferentes vias da inflamação e têm demonstrado reduzir exacerbações, hospitalizações e a necessidade de corticosteroides orais.

O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar a progressão da doença, perda da função pulmonar e complicações. Estratégias que envolvem educação em saúde, adesão ao tratamento e acompanhamento regular são indispensáveis para alcançar o controle sustentado da asma.

Avanços e políticas públicas
A atualização do PCDT de asma, alinhada a diretrizes globais como a Iniciativa Global para a Asma (GINA), amplia as opções terapêuticas disponíveis no SUS e pode contribuir para a redução dos custos com medicamentos e hospitalizações. O fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento da asma é crucial para diminuir o número de internações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A incorporação de inovações em saúde tem potencial para tornar o sistema mais eficiente e sustentável, reduzindo a carga assistencial associada às exacerbações. O cuidado integrado e o acesso ampliado às terapias adequadas são pilares para o controle da asma no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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