Ser mãe e profissional: equilíbrio possível, não perfeito
Adriana Wells compartilha desafios e soluções para conciliar maternidade e carreira no ambiente corporativo
Conciliar a maternidade com a carreira profissional é um desafio real e constante para muitas mulheres. Adriana Wells, psicóloga, diretora de Recursos Humanos e mãe de duas filhas, compartilha sua experiência pessoal e profissional sobre esse equilíbrio que, segundo ela, não é perfeito, mas possível.
Em home office, Adriana lembra de uma reunião importante em que estava com a bebê no colo, sem conseguir dormir por mais de três horas seguidas. Essa situação revela a solidão e a pressão que muitas mulheres enfrentam ao sustentar múltiplas identidades simultaneamente, muitas vezes sem o devido reconhecimento no ambiente de trabalho.
A maternidade, para Adriana, foi a experiência mais transformadora da vida, especialmente a primeira gestação, marcada por descobertas e solidão. Ela destaca que o mercado de trabalho ainda não está preparado para lidar com mulheres que se tornam mães, principalmente aquelas que retornam do puerpério, período de reconstrução física, emocional e identitária.
O mundo corporativo, por muito tempo, tratou a maternidade como uma pausa a ser superada rapidamente, ignorando que ela é uma reorganização completa da vida.
Na posição de liderança, Adriana tem a responsabilidade de promover mudanças. Ela ressalta que não é possível dar conta de tudo o tempo todo, mas é necessário escolher prioridades e ajustar expectativas para buscar um equilíbrio possível.
Na empresa onde atua, foi criado o Programa Maternar, que acompanha a gestante durante toda a jornada, oferecendo apoio do ambulatório, orientação e escuta ativa. A iniciativa reconhece que a gestante é uma profissional que precisa de suporte para continuar contribuindo.
O puerpério, período pós-parto, é ainda mais negligenciado pelas empresas, embora seja o momento mais sensível para a mulher. Para esse período, a empresa oferece ações específicas, como apoio social, conteúdos direcionados e rodas de conversa, que ajudam a criar um espaço seguro para troca de experiências.
Adriana destaca que o que as mulheres precisam nesse momento não é de resiliência heroica, mas de estrutura, como salas de lactação que garantem dignidade e viabilizam a amamentação durante a rotina profissional.
Além do suporte corporativo, Adriana encontra no esporte um ponto de equilíbrio pessoal. A prática regular de atividades físicas a fortalece e ajuda a organizar a rotina, mostrando que conciliar não significa equilíbrio perfeito, mas priorizar com consciência e construir uma rotina possível.
Com duas filhas, Adriana aprendeu que não existe uma única forma de viver a maternidade. O que faz diferença é ter uma rede de apoio, políticas e cultura que não obriguem a mulher a escolher entre ser boa mãe ou boa profissional.
Para ela, a maternidade amplia o potencial da mulher, e o apoio às mães no ambiente de trabalho é uma decisão estratégica, não apenas um gesto de empatia.
Para mulheres que vivem essa fase, Adriana reforça que o desafio é real e exigente, mas não precisa ser solitário. Para líderes e gestores, o convite é simples: ouvir de verdade o que as mães da equipe precisam. Essa escuta é fundamental para construir um ambiente de trabalho mais inclusivo e acolhedor para todas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



