Cólica em bebê: mitos e verdades sobre o choro frequente
Entenda as causas do choro intenso em bebês, o que pode aliviar e quando buscar ajuda
O choro intenso do bebê, que o deixa vermelho, contorcido e com as perninhas puxadas, é motivo de preocupação para muitos pais, que frequentemente associam esse comportamento à cólica. No entanto, nem todo choro forte nos primeiros meses tem a mesma causa. O fisioterapeuta pediátrico Icaro Ramalho esclarece que gases, dificuldade para evacuar, prisão de ventre e cólica podem se parecer, mas apresentam sinais distintos. Segundo Ramalho, um erro comum é tratar qualquer desconforto como cólica. “Se o bebê está chorando, se contorcendo, se espremendo, todo mundo acha que é cólica. Mas não é bem assim”, explica.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o choro faz parte do desenvolvimento neurológico e comportamental do lactente e pode estar ligado a fatores como fome, frio, calor e fralda suja. A suspeita de cólica aumenta quando essas causas são descartadas e o choro permanece intenso, recorrente e difícil de consolar.
Confira os principais mitos e verdades sobre o tema:
Todo choro forte é cólica?
Mito. O bebê pode chorar por fome, sono, desconforto térmico, fralda suja, gases, dificuldade para evacuar ou cansaço. Na cólica, o choro é mais intenso, prolongado e difícil de acalmar, mesmo com colo, peito ou chupeta.
A cólica aparece nas primeiras semanas de vida?
Verdade. As crises costumam surgir por volta da segunda ou terceira semana, com piora entre a quarta e sexta semana, e tendem a melhorar com o amadurecimento do bebê.
Se o bebê solta pum e melhora, pode não ser cólica?
Verdade. O alívio após soltar gases indica que o desconforto pode estar relacionado a eles, não necessariamente à cólica. O mesmo vale para a melhora após evacuação.
Cólica e dificuldade para fazer cocô são a mesma coisa?
Mito. Fazer força para evacuar e relaxar depois pode ser disquesia, comum nos primeiros meses. Se as fezes estão duras e causam dor, pode ser prisão de ventre. São situações diferentes que exigem orientações específicas.
Colo, ambiente calmo e posição ajudam?
Verdade. Observar o padrão do choro, horários, presença de gases e tensão corporal ajuda a identificar o problema. Posições confortáveis, massagens suaves e redução de estímulos podem aliviar o desconforto.
Remédios, troca de fórmula ou restrição alimentar resolvem qualquer cólica?
Mito. Medicamentos sem diagnóstico correto podem atrasar o tratamento adequado. É importante entender a causa do desconforto antes de qualquer intervenção.
Fisioterapia pediátrica pode ajudar?
Verdade. A fisioterapia pode ser útil para casos com tensão corporal, dificuldade para eliminar gases ou necessidade de avaliação individualizada, mas não existe técnica milagrosa para todas as situações.
Alguns sinais indicam que pode não ser só cólica?
Verdade. Febre, vômitos persistentes, sangue nas fezes, barriga muito distendida, recusa das mamadas, baixo ganho de peso, prostração ou choro diferente do habitual exigem avaliação médica.
Em resumo, a cólica pode ocorrer nos primeiros meses, mas nem todo choro é cólica. Observar o comportamento do bebê, horários, intensidade do choro, presença de gases e evacuação ajuda a entender o que está acontecendo. Em caso de dúvidas ou sinais de alerta, a orientação médica é fundamental para o bem-estar do bebê e da família.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



