Pets como parte da família e seu vínculo afetivo

Psicóloga Juliana Sato destaca o reconhecimento do pet na configuração familiar

Nos últimos anos, especialmente após a pandemia, a relação entre humanos e seus animais de estimação passou a ocupar um espaço diferente nas conversas sobre afeto e pertencimento. A psicóloga Juliana Sato, especialista em vínculo humano-animal, destaca que os pets passaram a ser vistos não apenas como companheiros, mas como membros efetivos da família.

O Dia Internacional da Família, celebrado em 15 de maio, é uma oportunidade para reconhecer formalmente o pet como parte integrante da configuração familiar, e não apenas como uma presença afetiva externa a ela.

Segundo Juliana Sato, o vínculo afetivo entre uma pessoa e seu animal de estimação possui características próprias, que não se encaixam nas categorias tradicionais de amor. “Quando pergunto às pessoas o que sentem perto do seu animal, as respostas são descrições de estados, sensações de segurança e confiança que não são exatamente iguais a nenhuma outra experiência afetiva”, explica a psicóloga.

Essa singularidade do vínculo se deve, em grande parte, à comunicação não-verbal e ao ritmo compartilhado no dia a dia. A convivência diária cria uma intimidade que se desenvolve lentamente, por meio da leitura das expressões e comportamentos do pet, e da resposta humana a essas manifestações. Essa relação afeta a vida emocional de forma profunda, muitas vezes só percebida em sua totalidade quando o animal não está mais presente.

Pesquisas indicam que o bem-estar gerado por essa relação não pertence isoladamente ao humano ou ao animal, mas à configuração que ambos constroem juntos ao longo do tempo. Essa compreensão ajuda a explicar por que tantas pessoas consideram seus pets como parte da família, sem que isso seja um exagero afetivo.

Para Juliana Sato, reconhecer esse vínculo no Dia Internacional da Família não significa ampliar o conceito de família de forma sentimental, mas atualizá-lo para refletir a realidade vivida por muitas pessoas.

Juliana Sato é psicóloga graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com pós-graduação em Distúrbios Alimentares pela Unifesp. É certificada pela Association for Pet Loss and Bereavement, referência em luto pet, e atua na saúde mental de profissionais do segmento pet. Desde 2024, integra a diretoria da Ekôa Vet, associação dedicada à saúde mental na medicina veterinária. Também é organizadora do livro “Luto Pet no Contexto da Medicina Veterinária”, que aborda a complexidade do tema e a saúde mental no universo pet.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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