Câncer de intestino: sinais ignorados atrasam diagnóstico no Brasil

Mais de 45 mil casos anuais têm sintomas confundidos com problemas benignos

O câncer de intestino, também chamado câncer colorretal, tem cerca de 45.630 novos casos anuais no Brasil, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O diagnóstico precoce é dificultado pela baixa percepção dos sintomas iniciais, que frequentemente são confundidos com condições benignas, como hemorroidas ou problemas intestinais comuns.

Os sinais de alerta mais frequentes incluem sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e/ou prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, fraqueza, anemia, perda de peso sem causa aparente, fezes mais finas e presença de massa abdominal. Embora esses sintomas não indiquem necessariamente câncer, a persistência deles deve ser investigada para garantir diagnóstico correto e tratamento adequado.

Henrique Perobelli Schleinstein, coloproctologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, afirma que “a detecção precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura. Isso pode ser feito a partir da avaliação clínica e da realização de exames laboratoriais e de imagem”.

A Organização Mundial da Saúde recomenda o rastreamento em pessoas assintomáticas por meio do exame de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, a colonoscopia é indicada para detectar lesões ou pólipos.

Os fatores de risco para o câncer de intestino incluem idade acima de 50 anos, sedentarismo, excesso de peso e alimentação inadequada, com baixo consumo de fibras e alta ingestão de carnes processadas e vermelhas. Histórico familiar da doença, tabagismo, consumo de álcool e doenças inflamatórias intestinais também estão associados. Fatores ocupacionais, como exposição ao amianto, radiações ionizantes e trabalho noturno, podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

A prevenção está ligada ao estilo de vida saudável, com manutenção do peso, prática regular de atividade física e alimentação baseada em alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas. A redução do consumo de carnes processadas e vermelhas, assim como a cessação do tabagismo, são recomendadas.

O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença. A busca por avaliação médica diante de alterações persistentes no funcionamento intestinal ou sinais incomuns é fundamental para o sucesso do tratamento.

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, referência em oncologia, reforça a importância da conscientização sobre os sintomas e a necessidade de exames regulares para garantir o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura do câncer de intestino.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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