Estudo compara ultraprocessados ao cigarro e impulsiona alimentos naturais

Pesquisa destaca semelhanças entre ultraprocessados e cigarro; mercado brasileiro cresce em busca de produtos naturais

Um estudo divulgado pelo jornal britânico The Guardian reacendeu o debate sobre os impactos dos alimentos ultraprocessados na saúde pública, comparando-os ao cigarro pelo potencial de estimular o consumo frequente e, em alguns casos, compulsivo. A pesquisa, conduzida por especialistas de instituições como Harvard University, University of Michigan e Duke University, aponta que esses produtos são desenvolvidos para ativar sistemas de recompensa no cérebro por meio de combinações de sabor intenso, textura atrativa e rápida absorção. Segundo o estudo, tanto os ultraprocessados quanto os cigarros compartilham estratégias para incentivar o consumo repetido.

O estudo também destaca que o uso de expressões como “baixo teor de gordura”, “sem açúcar” ou “light” em embalagens pode criar uma percepção artificial de saudabilidade, prática conhecida como health washing. Os pesquisadores comparam essa abordagem ao marketing da indústria do tabaco nos anos 1950, quando cigarros com filtro eram promovidos como opções mais seguras, apesar dos riscos.

No Brasil, esse debate coincide com uma transformação no mercado de alimentos. Consumidores têm buscado produtos que aliem conveniência, valor nutricional e transparência nos rótulos, impulsionando tendências como o clean label, que prioriza a redução de aditivos artificiais e o uso de ingredientes reconhecíveis. Também cresce o interesse por alimentos funcionais, com maior teor de fibras, proteínas, vitaminas e ingredientes de origem vegetal.

Ramon Lacowicz, diretor da Polpa Brasil, destaca que o consumidor atual avalia a alimentação de forma mais criteriosa. “Hoje existe uma busca maior por produtos que entreguem praticidade, mas também confiança. As pessoas querem entender o que estão consumindo, reconhecer ingredientes e perceber benefícios reais. Isso pressiona toda a cadeia a evoluir”, afirma.

Essa pressão por transparência e inovação tem levado a indústria a revisar fórmulas e estratégias de comunicação. Lacowicz ressalta que simplificação de receitas e comunicação clara deixam de ser diferenciais para se tornarem exigências do mercado. Empresas fornecedoras de ingredientes naturais já observam aumento do interesse em segmentos como panificação, snacks, bebidas, confeitaria, laticínios e alimentos funcionais.

Para Lacowicz, a discussão sobre ultraprocessados representa uma mudança estrutural na relação da sociedade com a alimentação. “Existe uma revisão de hábitos em curso. O consumidor está mais informado, compara rótulos e cobra coerência entre discurso e produto. Esse cenário favorece inovação de verdade e propostas mais alinhadas ao bem-estar”, conclui.

A Polpa Brasil atua há cerca de 20 anos fornecendo ingredientes derivados de frutas e vegetais para diversos segmentos industriais, além de ser responsável pela marca Merendô!, que oferece barrinhas de frutas para merenda escolar em várias regiões do país. Essa atuação reforça a tendência de alimentos mais naturais e transparentes, alinhada às demandas atuais do consumidor.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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