Como a recessão transforma a moda e o mercado criativo

Especialistas da Faculdade Santa Marcelina explicam como crises econômicas redesenham narrativas e estratégias no setor da moda

A moda é um dos setores mais sensíveis às crises econômicas e sociais, funcionando como um termômetro cultural que antecipa instabilidades. Segundo Alice Salvo, professora de Marketing da Faculdade Santa Marcelina, o setor traduz o inconsciente coletivo em tendências, refletindo o contexto econômico. Em momentos de recessão, a moda não apenas enfrenta limites, mas também se reinventa, focando na venda de significado em vez de produtos. Dados do mercado indicam que, em 2025, 40% dos produtos de luxo foram vendidos com desconto, mas os preços ainda estavam 56% acima dos valores de 2019, segundo Bain & Company e Altagamma. Para Marcio Ito, professor de Moda da mesma instituição, em cenários de retração, as marcas precisam se conectar a mensagens de credibilidade e permanência para manter sua relevância.

Reinvenção e adaptação no mercado criativo
Crises múltiplas impactam diretamente o mercado criativo, que é um dos primeiros a sentir os efeitos. A aversão ao risco leva estúdios a reduzir equipes, investimentos em pesquisa e experimentação, resultando em coleções mais contidas e previsíveis. Alice Salvo destaca que, em instabilidade, a busca por previsibilidade orienta as decisões criativas. Marcas de luxo ajustam suas estratégias fortalecendo categorias de entrada como perfumes, óculos, acessórios e cosméticos. Essa tática amplia o acesso sem comprometer o posicionamento premium, preservando o topo da pirâmide de desejo e mantendo o vínculo com o público aspiracional mesmo em tempos de restrição econômica.

Experiência como novo luxo
A crise impulsiona a criatividade ao deslocar o foco do produto para a mensagem. As marcas investem menos em inovação material e mais na construção de narrativas que reforçam tradição, qualidade e propósito. Alice Salvo resume: “em crise, marcas vendem significado, não produto”. Para Marcio Ito, o diferencial está na forma como a marca se conecta com o público. A valorização da experiência ganha destaque, com desfiles, eventos, parcerias e lojas conceito assumindo papel central na construção do vínculo. A exclusividade passa a estar não só no produto, mas também no relacionamento, cuidado e envolvimento com o cliente durante toda a jornada. Essas transformações mostram que, mesmo diante de limitações econômicas, o mercado da moda se adapta e encontra novas formas de se conectar e permanecer relevante para o consumidor.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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