Infertilidade no Dia das Mães: tratamento e acolhimento são essenciais

Infertilidade afeta milhões e merece atenção, diagnóstico precoce e suporte emocional para mulheres e casais

O Dia das Mães, tradicionalmente marcado por celebrações e homenagens, pode ser um momento de silêncio e dor para muitas mulheres que enfrentam a infertilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de uma em cada seis pessoas no mundo enfrenta essa condição ao longo da vida, o que representa aproximadamente 186 milhões de indivíduos globalmente. No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de pessoas sejam afetadas pela infertilidade, conforme dados da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).

Apesar da alta incidência, a infertilidade ainda é cercada de tabus e mal-entendidos. Muitas vezes, a dificuldade para engravidar é interpretada como ansiedade, falta de fé ou fraqueza, o que aumenta o sofrimento emocional das mulheres. O médico especialista em reprodução humana Dr. Matheus Roque destaca que “muitas mulheres vão passar essa data tentando parecer fortes por fora, enquanto estão desmoronando por dentro”. Ele reforça que a infertilidade é uma doença reconhecida mundialmente e que não deve ser motivo de culpa ou vergonha.

Importante também é compreender que a infertilidade é uma condição do casal. Dados da SBRA indicam que 35% dos casos têm origem feminina, 35% masculina, 20% envolvem fatores combinados e 10% permanecem sem causa identificada. A OMS aponta que o fator masculino está presente em cerca de 40% das situações.

O aumento da infertilidade está associado a diversos fatores, entre eles o adiamento da maternidade. A fertilidade feminina diminui progressivamente com a idade, especialmente após os 35 anos. “A mulher hoje está cada vez mais ativa, produtiva e cheia de planos, mas biologicamente os ovários envelhecem. Por isso, precisamos falar mais sobre saúde reprodutiva antes da dificuldade aparecer”, alerta o especialista.

Além da idade, hábitos como tabagismo, obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, privação de sono, estresse intenso e uso inadequado de hormônios também impactam a fertilidade. A recomendação médica é que casais que tentam engravidar há um ano sem sucesso busquem avaliação especializada. Para mulheres acima de 35 anos, o ideal é procurar ajuda após seis meses de tentativas. “Em reprodução humana, o tempo faz diferença. Quanto antes investigarmos, maiores podem ser as possibilidades de tratamento”, explica Dr. Matheus.

O Brasil é líder na América Latina em reprodução assistida, concentrando 40% dos centros especializados do continente, segundo a Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA). Entre 2022 e 2024, o número de pacientes atendidas em clínicas de referência cresceu mais de 36%.

Além do tratamento, o acolhimento emocional é fundamental. “Nenhuma mulher deveria enfrentar essa dor em silêncio. A infertilidade não define o valor de ninguém e nem elimina a possibilidade de construir uma família. Informação, acolhimento e acesso ao diagnóstico podem transformar histórias”, conclui o especialista.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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