Câncer de ovário: sintomas silenciosos dificultam diagnóstico precoce
Sintomas persistentes e inespecíficos podem atrasar a detecção; atenção é fundamental para tratamento eficaz
O câncer de ovário é um dos tumores ginecológicos mais difíceis de diagnosticar precocemente devido aos seus sintomas silenciosos e inespecíficos. Muitas vezes, os sinais iniciais são confundidos com problemas gastrointestinais, o que contribui para o atraso na detecção da doença. Com a proximidade do Dia Mundial do Câncer de Ovário, em 8 de maio, é importante ampliar o conhecimento sobre os sintomas e fatores de risco dessa condição.
Segundo a oncologista Bruna Carone, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), os principais sintomas do câncer de ovário incluem distensão abdominal (barriga inchada), sensação de plenitude, dor abdominal ou pélvica, alterações no hábito intestinal como constipação ou diarreia, fadiga inexplicada e mudanças de peso sem causa aparente. Esses sintomas, porém, são comuns a várias condições benignas, o que pode dificultar a investigação correta.
A especialista destaca que a diferença entre sintomas benignos e os que merecem atenção está na persistência e frequência. “Os sintomas de alerta persistem diariamente ou quase todos os dias, duram semanas, podem piorar com o tempo e não respondem a medidas habituais”, explica. Ela orienta que qualquer sintoma novo que dure mais de duas a três semanas e apareça com frequência deve ser avaliado por um médico.
Um mito comum é a existência de um exame eficaz para rastreamento universal do câncer de ovário. Bruna Carone esclarece que ainda não há um exame que funcione para todas as mulheres. O ultrassom transvaginal pode ajudar a identificar alterações suspeitas, mas sua indicação depende da presença de sintomas, achados no exame físico ou histórico familiar.
Entre os fatores de risco para o câncer de ovário estão a idade, especialmente após a menopausa, histórico familiar de câncer de ovário ou mama, mutações genéticas, nuliparidade (ausência de filhos), obesidade, tabagismo e uso de terapia de reposição hormonal. Identificar esses fatores pode ajudar a definir estratégias de acompanhamento individualizadas.
Apesar dos desafios no diagnóstico, há uma notícia positiva: quando detectado precocemente, o câncer de ovário tem altas taxas de cura, que podem chegar a 90% nos estágios iniciais. O problema é que muitos casos são descobertos tardiamente, exigindo tratamentos mais complexos além da cirurgia. A conscientização sobre os sintomas e a busca por avaliação médica diante de sinais persistentes são essenciais para melhorar o diagnóstico precoce e o prognóstico das mulheres com câncer de ovário.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



