Chef brasileira em Viena amplia visão da culinária do Brasil
Cândida Batista apresenta pratos brasileiros além de coxinha e pão de queijo em restaurante com selo Michelin
A chef brasileira Cândida Batista, que vive na Europa há 20 anos, tem se dedicado a ampliar a percepção da culinária brasileira no exterior. Atualmente, ela atua em um restaurante em Viena, Áustria, que integra o circuito do Guia Michelin, onde busca romper com a visão limitada que reduz a gastronomia do Brasil a poucos pratos populares, como coxinha e pão de queijo.
Ao chegar na Europa, Cândida percebeu que a cozinha brasileira era frequentemente resumida a essas poucas referências, o que não refletia a complexidade e diversidade do país. “Eu não quero repetir o que já esperam da gente. Coxinha e pão de queijo têm seu valor, mas o Brasil é muito maior do que isso”, afirma a chef.
Sua trajetória profissional começou no Brasil e se consolidou em cozinhas exigentes no exterior, muitas delas ligadas ao universo Michelin. Foi nesse ambiente que ela desenvolveu sua base técnica e passou a repensar o tipo de gastronomia que desejava representar.
No restaurante onde trabalha, a proposta é apresentar ingredientes e referências brasileiras de forma menos óbvia, inserindo essas influências em pratos contemporâneos voltados ao público europeu. A construção do menu parte da memória e da identidade da chef, e não da simples reprodução de receitas tradicionais. “Eu cozinho muito a partir das minhas referências, do que vivi e do que aprendi. Não faz sentido repetir um estereótipo quando existe tanta coisa para mostrar”, explica Cândida.
Após anos em cozinhas de alta pressão, a chef optou por buscar um ambiente que proporcionasse maior equilíbrio pessoal e profissional. Mesmo assim, o reconhecimento voltou a aparecer com a chegada da tradicional placa vermelha do Michelin ao restaurante onde atua. Para ela, esse momento representou um choque, mas também um sentimento maior de ver o Brasil finalmente sendo reconhecido no cenário gastronômico internacional.
Vivendo entre Brasil e Europa, Cândida considera que sua identidade é resultado dessa mistura cultural. Representar o país fora do Brasil tornou-se parte central de seu trabalho. “Eu carrego o Brasil comigo, mas também fui moldada pela Europa. Cozinhar como imigrante é isso: é orgulho, mas também é resistência. Nem sempre é fácil, mas é uma honra poder representar de onde eu vim”, conclui a chef.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



