Mulheres avançam no trabalho, mas liderança e salário revelam desigualdade
Estudo mostra que mulheres ocupam mais funções antes masculinas, mas ainda enfrentam barreiras em cargos de liderança e remuneração.
O avanço das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é inegável, mas a desigualdade em cargos de liderança e na remuneração ainda persiste, segundo o estudo Oldiversity, realizado pela Croma Consultoria. Para o público feminino do Afina Menina, entender esses dados é fundamental para reconhecer os desafios e as conquistas no ambiente corporativo.
Presença feminina em funções antes masculinas
De acordo com o levantamento, 90% das mulheres entrevistadas afirmam exercer hoje funções que antes eram predominantemente masculinas. Essa mudança reflete uma transformação social importante, com maior participação feminina em setores como construção civil, engenharia, transporte, logística, segurança e liderança.
Desafios na liderança e na remuneração
Apesar do avanço, 80% das mulheres percebem que ainda há menos mulheres do que homens em cargos de liderança dentro das empresas. Esse dado evidencia que, embora as mulheres estejam mais presentes, o acesso ao topo das organizações continua limitado. Além disso, 78% das entrevistadas acreditam que mulheres recebem salários inferiores aos dos homens, mesmo quando ocupam as mesmas funções. Essa percepção reforça que a equidade salarial ainda está distante da realidade corporativa brasileira.
Acúmulo de funções e competência reconhecida
Outro ponto destacado pelo estudo é que 74% das mulheres concordam que, quanto mais espaço profissional conquistam, maior é o acúmulo de funções que enfrentam. Por outro lado, 77% afirmam que as mulheres têm plena capacidade para exercer os mesmos trabalhos que os homens, desmontando estereótipos antigos sobre competência feminina. Isso indica que o problema não está na qualificação, mas nas estruturas que favorecem trajetórias masculinas.
Necessidade de ações estruturais para equidade
O fundador da Croma Consultoria, responsável pelo estudo, ressalta que o progresso existe, mas ainda há lacunas significativas. Para avançar, são necessárias ações estruturais como programas de liderança feminina, metas claras de promoção, revisão de políticas salariais e combate a vieses inconscientes. Essas medidas são essenciais para ampliar a representatividade feminina nos cargos de decisão e garantir uma equidade real entre gêneros.
O estudo Oldiversity reforça que a presença das mulheres deixou de ser exceção em diversos setores, mas o desafio atual é transformar essa presença em influência e protagonismo. A equidade de gênero no mercado de trabalho é uma pauta estratégica para inovação, retenção de talentos e sustentabilidade dos negócios, mostrando que abrir portas não basta: é preciso garantir que as mulheres possam ocupar todos os andares das organizações.



