Hospital de MSF em Lankien é fechado após ataque aéreo
Após 31 anos, hospital de Lankien no Sudão do Sul é fechado por ataque aéreo que destruiu instalações e suprimentos médicos.
Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi obrigada a fechar definitivamente o hospital de Lankien, no estado de Jonglei, Sudão do Sul, após um ataque aéreo ocorrido em 3 de fevereiro. O hospital, que prestava serviços médicos há 31 anos, atendia cerca de 250 mil pessoas em uma região com acesso extremamente limitado à saúde. O fechamento representa uma grave perda para a comunidade local, que agora está sem atendimento médico avançado.
Destruição e saque do hospital de Lankien
O ataque aéreo atingiu o estoque do complexo hospitalar, destruindo suprimentos essenciais e equipamentos médicos. Após o bombardeio, o hospital foi saqueado, partes foram incendiadas e as estruturas restantes vandalizadas, deixando apenas devastação no local. Embora não haja confirmação oficial sobre os responsáveis, as forças governamentais são as únicas com capacidade para realizar bombardeios aéreos na região, e controlavam a área nos dias seguintes ao ataque.
Impacto dos ataques à assistência médica
Este ataque não é um caso isolado. Desde o início de 2025, MSF sofreu pelo menos 12 ataques e eventos violentos contra suas instalações e profissionais no Sudão do Sul. Isso resultou no fechamento de quatro hospitais, incluindo os de Ulang, Old Fangak, Akobo e agora Lankien. A população local fica sem acesso a cuidados médicos essenciais.
Apelo por proteção e respeito ao direito humanitário
MSF apela a todas as partes em conflito para que não ataquem instalações e profissionais médicos e para que seja realizada uma investigação independente e imparcial sobre o bombardeio. A organização pede que as autoridades do Sudão do Sul garantam transparência, prestação de contas e medidas para proteger as operações médicas e humanitárias.
Histórico e importância do hospital
O hospital de Lankien foi inaugurado em 1995, inicialmente para tratar o calazar, uma doença tropical negligenciada. Com o tempo, ampliou suas atividades e se tornou a única unidade de saúde de nível avançado na região. A perda dessa estrutura deixa a comunidade vulnerável a mortes evitáveis, evidenciando a gravidade da situação humanitária no Sudão do Sul.



