Dor na mandíbula afeta cinco vezes mais mulheres
Disfunção Temporomandibular (DTM) causa dores faciais e limitações, atingindo principalmente mulheres entre 25 e 45 anos.
A dor na mandíbula é um problema que atinge cinco vezes mais mulheres do que homens, especialmente na faixa dos 25 aos 45 anos. Essa condição está relacionada à Disfunção Temporomandibular (DTM), um distúrbio que vai além de uma simples mordida desalinhada e pode comprometer significativamente a qualidade de vida feminina.
O que é a Disfunção Temporomandibular (DTM)?
A DTM envolve problemas nas articulações da mandíbula, que podem ser causados por artrite, inflamações ou sobrecarga nas articulações. Além disso, fatores como ansiedade crônica, que gera tensão muscular excessiva, e hábitos parafuncionais — como roer unhas, morder objetos ou mascar chicletes constantemente — contribuem para o desenvolvimento da condição. Essas alterações provocam dores crônicas na face, cabeça e pescoço, além de possíveis travamentos da boca.
Sintomas e sinais de alerta da DTM
Muitas vezes, o diagnóstico da DTM começa com a observação de sinais em casa. O ranger de dentes durante o sono, conhecido como bruxismo, é um indicativo importante. Outros sintomas incluem desgaste visível nos dentes, retração gengival, sensação de cansaço ao mastigar ou falar, vertigem e dificuldade para abrir ou manter a boca aberta. Esses sinais devem ser observados com atenção, pois indicam a necessidade de avaliação profissional.
Importância do diagnóstico precoce para mulheres
A saúde feminina exige cuidados especiais devido à sua complexidade fisiológica e às diferentes fases da vida. Consultas regulares ao dentista são fundamentais para identificar precocemente a DTM e outras patologias. O autoexame da cavidade bucal também é recomendado para detectar manchas, alterações na cor dos dentes ou aftas que não cicatrizam em até 15 dias.
Tratamento da Disfunção Temporomandibular
O tratamento da DTM ocorre em duas etapas principais. A primeira visa aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida da paciente. A segunda etapa foca na resolução das causas, que podem ser múltiplas, incluindo o ajuste do encaixe dentário. É fundamental não ignorar os sintomas e buscar ajuda especializada para evitar o agravamento do quadro.



