Vazamentos e falhas de refrigeração geram R$ 220 milhões em perdas no varejo alimentício

Vazamentos de água e falhas na refrigeração causam prejuízos milionários e desperdício de alimentos no varejo brasileiro.

O varejo alimentício brasileiro enfrenta perdas silenciosas que somam até R$ 220 milhões por ano, segundo levantamento da startup brasileira NEO Estech. A plataforma monitora mais de 50 mil equipamentos e 250 mil sensores em supermercados, atacarejos e redes de conveniência em seis países. As falhas de refrigeração e vazamentos hidráulicos representam custos crescentes para um setor que já opera com margens apertadas, impactando não apenas as perdas de produtos, mas também o aumento do consumo energético e a necessidade de manutenções emergenciais.

Impacto das falhas técnicas no varejo alimentício

O estudo identificou que vazamentos de fluido refrigerante e falhas de isolamento térmico são problemas recorrentes. Pequenas fissuras em tubulações podem passar despercebidas por semanas, gerando desperdício elevado de recursos e aumento no consumo de energia. Além disso, milhares de eventos de temperatura fora do padrão foram registrados em câmaras frias e ilhas de congelados, o que poderia resultar no descarte de alimentos sensíveis caso não fossem detectados a tempo. Considerando uma média de R$ 40 por quilo de comida, o valor perdido poderia alimentar cerca de 11 mil pessoas anualmente.

Principais problemas e suas consequências

Entre as falhas mais comuns estão evaporadores ou condensadores com desempenho abaixo do ideal, degelos excessivos ou insuficientes e temperaturas fora do padrão, especialmente em épocas de calor intenso. No caso da água, há registros de pontos de consumo com vazamento contínuo, sistemas de condensação evaporativa sem controle e falta de correlação entre consumo e volume de operação. Mais da metade dos incidentes ocorre em horários de menor fluxo de funcionários, como madrugadas e fins de semana, o que reforça a importância da automação do controle térmico e hidráulico para garantir o funcionamento mesmo sem supervisão constante.

Como a tecnologia pode ajudar a reduzir perdas

Muitos desses danos podem ser evitados com alertas antecipados e diagnósticos que indicam a origem do problema antes que o estoque seja comprometido. O varejo costuma reagir tardiamente, descobrindo defeitos após rompimento de tubulações ou quando a temperatura já ultrapassou níveis seguros. Além disso, erros humanos, como portas deixadas semiabertas ou configurações inadequadas, também contribuem para as falhas. O levantamento mostra que o varejo alimentício brasileiro tem espaço para melhorar eficiência e reduzir perdas, e que a tecnologia pode ajudar a recuperar parte do faturamento desperdiçado.

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