NR-1 amplia debate sobre saúde mental e uso de soluções digitais nas empresas
Atualização da NR-1 inclui fatores psicossociais no trabalho e impulsiona telemedicina e terapia online nas corporações
A atualização da NR-1 trouxe um novo olhar para a saúde mental nas empresas ao incluir os fatores psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Essa mudança tem impulsionado o uso de soluções digitais, como telemedicina e terapia online, no ambiente corporativo.
Saúde mental como prioridade nas empresas
Dados do INSS indicam que cerca de 288 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais em 2023, um aumento de aproximadamente 38% em relação ao ano anterior. Ansiedade e depressão estão entre as principais causas desses afastamentos, evidenciando a urgência de ações efetivas para cuidar da saúde mental no trabalho.
Avanços e desafios na gestão de riscos psicossociais
Segundo a 10ª Pesquisa de Benefícios da Lockton, 86% das empresas já oferecem telemedicina, e a oferta de terapia online cresceu 33% em 2025. No entanto, a maioria ainda não estruturou uma gestão integrada dos riscos psicossociais, tratando o tema de forma reativa. Apenas uma parcela menor das organizações monitora indicadores e implementa ações preventivas alinhadas à legislação.
Importância de programas estruturados e integrados
A NR-1 exige mais do que o acesso a cuidados digitais: demanda uma gestão estruturada do risco. Isso significa que as empresas precisam entender o perfil da força de trabalho, acompanhar indicadores como sinistralidade e afastamentos, e desenhar programas que equilibrem bem-estar, produtividade e sustentabilidade financeira.
Benefícios como parte da proposta de valor
A pesquisa revela que 63% das empresas já consideram os benefícios de saúde mental como parte central da proposta de valor para os colaboradores. Essa mudança amplia a responsabilidade das organizações em oferecer programas consistentes, que conectem saúde mental, dados e estratégia corporativa.
O avanço no uso de soluções digitais é um passo importante, mas o desafio está em integrar essas ferramentas a uma gestão de riscos psicossociais madura e preventiva.



