Pesquisa revela que adultos brasileiros perdem mais de 25 horas por ano relendo durante a leitura
Dificuldades invisíveis na leitura adulta impactam confiança e frequência de leitura, aponta estudo da Amazon Kindle
Pesquisa inédita da Amazon Kindle intitulada “Meu Kindle, meu jeito” (One Poll/fev-mar 2026), realizada com dois mil brasileiros leitores acima de 18 anos, mostra que eles estão perdendo um tempo valioso de leitura, mas não por falta de interesse em livros. Estima-se que adultos perdem cerca de sete minutos por sessão de leitura relendo e reprocessando trechos, devido a distrações, cansaço visual e formatações densas. Para alguém que lê quatro vezes por semana, isso equivale a mais de um dia inteiro por ano (mais de 25 horas) de impacto desnecessário na experiência de leitura.
Essa perda de tempo também impacta na confiança e vontade de ler mais. Entre os adultos que relêem trechos, 30% afirmam que isso os faz sentir menos confiantes, enquanto 22% dizem já ter abandonado livros que estavam gostando por considerarem a leitura exigente demais. Para muitos, livros inacabados se tornam uma fonte silenciosa de frustração, em vez de motivação.
A pesquisa mostra ainda que essa perda de confiança raramente é discutida entre adultos. Diferentemente da alfabetização infantil, as dificuldades de leitura na vida adulta são, em grande parte, invisíveis, o que dificulta a adaptação de forma aberta. Muitos adultos passam a encarar essas dificuldades como inevitáveis, mesmo quando isso reduz a frequência e o tempo dedicado à leitura.
À medida que a leitura deixa de acontecer em longos períodos contínuos e passa a se distribuir em momentos mais curtos ao longo do dia, manter o ritmo se torna mais difícil. Pequenas interrupções, como perder o ponto da leitura, reler um parágrafo ou ter dificuldade para retomar a concentração, podem comprometer o prazer da experiência.
67% dos brasileiros dizem que relêem páginas ou trechos para compreender completamente o texto, sendo que 61% apontam distrações e interrupções como a principal razão de terem que reler; 38% dizem perder o ponto da leitura, e 30% relatam fadiga visual.
Os adultos mais jovens sentem esse descompasso de forma ainda mais intensa. 75% dos entrevistados da Geração Z dizem se frustrar quando as ferramentas de leitura não refletem a forma como leem hoje, enquanto 72% afirmam que é mais difícil sustentar a leitura diante de distrações constantes e múltiplas demandas.
Adaptação é a chave
Em vez de abandonar a leitura, os adultos relatam adaptar seus hábitos para lidar com esses desafios: 38% dizem dividir a leitura em sessões mais curtas; quase metade (44%) relê sem se pressionar; e 25% escolhem intencionalmente formatos ou ambientes que sejam mais fáceis de conciliar com a rotina. Essas adaptações refletem uma mudança: adultos querem que a leitura se encaixe em suas vidas, e não o contrário.
Quando os ambientes de leitura reduzem barreiras e respeitam o tempo limitado dos leitores, o impacto é claro. Entre aqueles que conhecem recursos de personalização da leitura digital, 44% dizem que leem por mais tempo quando o texto é mais fácil de acompanhar e personalizar; mais de um quarto afirma se sentir mais confiante (26%) e mais propenso a concluir livros (27%).
Ao combinar uma experiência de leitura sem distrações com personalização discreta, dispositivos digitais permitem que adultos adaptem a leitura às suas necessidades sem julgamentos ou comparações. Juntos, esses recursos reduzem pequenas fricções que interrompem a leitura, promovendo consistência, confiança e conclusão. No fim das contas, adultos não precisam de mais motivação para ler, precisam de possibilidades de adaptação.



