Dia das Mães 2026: o presente já foi escolhido — e o varejo pode estar atrasado
No Dia das Mães de 2026, o maior erro do varejo já não é errar o presente —
No Dia das Mães de 2026, o maior erro do varejo já não é errar o presente — é ignorar que ele já foi escolhido. Com crescimento de 15,6% no faturamento, a data escancara uma virada: mães deixaram de ser apenas presenteadas e passaram a dirigir a decisão de compra com antecedência, por meio de listas, favoritos e sinais explícitos de preferência. Isso muda completamente o jogo. Quem compra chega mais guiado — e menos tolerante ao erro. E quem vende já não disputa atenção, mas aderência: ou capta esses sinais e traduz em oferta relevante, ou simplesmente fica fora da escolha.
Listas de desejos, itens salvos e preferências sinalizadas nas redes sociais com semanas de antecedência indicam que o presente do Dia das Mães começa a ser decidido antes mesmo de o comprador iniciar a busca. As mães deixaram de ser destinatárias passivas e passaram a atuar como curadoras das próprias escolhas, transferindo parte do poder de decisão e, com ele, a responsabilidade pelo acerto.
Como resultado, a jornada de compra é redefinida. Quem presenteia chega ao momento da compra mais guiado e mais pressionado: errar, em um cenário onde as preferências já foram explicitadas, tornou-se menos aceitável. Para o varejo, isso exige maior precisão, especialmente em um contexto de expansão. Segundo a Getnet, o setor registrou crescimento de 15,6% no faturamento durante o período, reforçando o peso estratégico da data no calendário comercial.
“A data deixa de ser uma disputa por atenção para ser uma disputa por aderência. Quem consegue captar esses sinais com antecedência e traduzir isso em oferta relevante reduz fricção, aumenta conversão e protege margem”, afirma Alexandre Mendes, Sócio-CMO da Lope Digital Commerce.
Essa fusão de papéis redefine também a gestão de sortimento. O comportamento de curadoria antecipada concentra o interesse em categorias específicas — como moda, beleza, bem-estar e experiências — e distribui esse interesse ao longo de semanas, não apenas na véspera. Na prática, isso significa que a decisão de compra já está em curso quando a campanha chega ao comprador.
Operar sem leitura preditiva de dados, nesse contexto, é chegar tarde: ou faltam os itens mais sinalizados ou sobram os que nunca entraram na lista de ninguém.
Nesse cenário, a experiência digital precisa ser calibrada para dois interlocutores com objetivos distintos. Do lado de quem será presenteada, o varejista deve oferecer ferramentas que facilitem e prolonguem a curadoria, como listas compartilháveis, favoritos e ativações baseadas em intenção, não apenas em visita. Do lado de quem compra, o caminho entre o desejo identificado e o checkout precisa ser o mais curto possível, com menos etapas, mais clareza sobre prazo de entrega e opções de pagamento visíveis antes da decisão final.
“Conectar o desejo manifestado no feed da mãe com a facilidade de compra para quem presenteia é o que separa uma campanha bonita de uma campanha que converte. Se não houver essa ponte de dados, a empresa investe em marketing para atrair um cliente que já sabe o que quer, mas não encontra o caminho de menor resistência para concluir a compra”, conclui Mendes.
Sobre a Lope Digital Commerce
A Lope Digital Commerce, empresa integrante do Grupo TTX, é especializada em transformação digital, com uma gestão completa e integrada de toda a operação. A partir do planejamento estratégico, desenvolve ecossistemas digitais com tecnologias (proprietárias e convencionais), gestão de canais, operações logísticas, atendimento ao cliente e inteligência de mercado. Ela atua como parceira de médias e grandes empresas, oferecendo soluções modulares e personalizadas, adaptadas às necessidades de cada cliente. Entre os clientes atendidos estão Freixenet, Matcon.casa, 361 Degrees e Everest.



