Vacina contra a gripe deve ser aplicada no início do outono para maior proteção
Especialistas recomendam imunização antes do pico de circulação viral para prevenir casos graves
Com a chegada do outono, aumenta a circulação de vírus respiratórios, incluindo o vírus influenza, causador da gripe. Por isso, especialistas em saúde recomendam que a vacinação contra a gripe seja realizada no início dessa estação, antes do pico de casos, para que o organismo tenha tempo suficiente para desenvolver anticorpos. Segundo Liliana Antoniolli, coordenadora do curso de Enfermagem EAD da UNIASSELVI, o organismo leva entre duas e três semanas para produzir a resposta imunológica após a aplicação da vacina, o que reforça a importância de não esperar até o inverno para se imunizar.
Em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe aos estados brasileiros. No ano anterior, cerca de 60 milhões de doses foram aplicadas, atingindo uma cobertura de 54,15% entre os grupos prioritários.
Esses grupos incluem idosos, bebês e crianças, gestantes e puérperas, pessoas com doenças crônicas como diabetes e doenças cardíacas, imunossuprimidos, além de profissionais de saúde e educação, que têm maior exposição ao vírus.
A coordenadora Liliana Antoniolli explica que a incidência de casos de gripe aumenta entre o outono e o inverno porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Além disso, temperaturas mais baixas e menor umidade favorecem a sobrevivência dos vírus. Ela alerta que, além do vírus influenza, outros vírus respiratórios circulam simultaneamente, o que pode dificultar o diagnóstico.
A vacinação deve ser feita preferencialmente antes do período de maior circulação viral. Tomar a vacina muito cedo não compromete a eficácia, mas a proteção pode diminuir com o passar dos meses. Por outro lado, vacinar-se tardiamente pode deixar a pessoa vulnerável durante o período de maior risco. A vacinação não é recomendada para quem apresenta sintomas respiratórios; é necessário aguardar a recuperação completa para receber o imunizante. O ideal é seguir o calendário oficial das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.
A gripe apresenta sintomas mais intensos e de início súbito, como febre alta, dores no corpo, cansaço, dor de cabeça e tosse, podendo evoluir para comprometimento pulmonar, especialmente em pessoas com imunidade comprometida. Já o resfriado traz sintomas mais leves, como coriza, congestão nasal e espirros. A vacinação é recomendada para toda a população, com prioridade para os grupos de risco mencionados.
Além da vacina, medidas simples ajudam a reduzir a transmissão do vírus. São elas: higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool 70%, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, adotar etiqueta respiratória e evitar tocar o rosto. Em caso de sintomas, o uso de máscara e o isolamento são recomendados para prevenir a propagação.
Também é importante manter hábitos saudáveis, como hidratação adequada, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e controle do estresse, que fortalecem o sistema imunológico.
Conforme destaca Liliana Antoniolli, “a vacinação, aliada a medidas simples de prevenção e a hábitos saudáveis, é a forma mais eficaz de reduzir o impacto das doenças respiratórias durante o outono e o inverno”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da UNIASSELVI.



