Infarto e diabetes lideram buscas por sintomas de doenças no Brasil
Um levantamento realizado pela plataforma Olá Doutor, especializada em consultas médicas online, revelou que os sintomas de infarto
Um levantamento realizado pela plataforma Olá Doutor, especializada em consultas médicas online, revelou que os sintomas de infarto são os mais pesquisados pelos brasileiros na internet. Nos últimos 12 meses, foram registradas mais de 970 mil buscas relacionadas a esse tema, colocando o infarto no topo do ranking nacional de sintomas pesquisados. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país, responsáveis por cerca de 400 mil óbitos anuais.
Esse cenário pode explicar a preocupação dos brasileiros em buscar informações sobre sintomas como dor no peito, formigamento no braço e cansaço incomum, que podem indicar um infarto. A dificuldade em identificar esses sinais, muitas vezes confundidos com quadros menos graves, como crises de ansiedade, leva muitas pessoas a recorrerem à internet em busca de esclarecimentos rápidos.
Além do infarto, o levantamento destaca outras doenças cujos sintomas geram dúvidas frequentes. Entre as condições agudas, que têm início súbito e curta duração, estão pancreatite, apendicite, viroses e labirintite, que juntas somaram mais de 2,7 milhões de buscas no último ano. Já entre as doenças crônicas, que exigem acompanhamento médico contínuo, diabetes e lúpus aparecem com volumes expressivos de pesquisas, com 940,5 mil e 744,5 mil buscas, respectivamente.
O estudo também aponta diferenças regionais no comportamento dos brasileiros ao buscar informações de saúde na internet. O Distrito Federal lidera o ranking de volume de buscas, com destaque para sintomas de pancreatite. Em seguida, aparecem os estados do Rio Grande do Sul, onde os sintomas mais pesquisados são relacionados à conjuntivite, e São Paulo, com maior interesse em sintomas de diabetes.
Durante o evento FUTR Health ’26, realizado pelo Olá Doutor, o médico Jairo Bouer ressaltou a necessidade de adaptação dos profissionais de saúde diante do crescente uso da internet como fonte primária de informação. Ele destacou que as gerações mais jovens tendem a questionar mais a autoridade médica tradicional, enquanto as gerações mais antigas ainda apresentam resistência ao uso da tecnologia para acessar serviços de saúde.
O CEO do Olá Doutor, Anderson Zilli, reforça que a internet não deve substituir a consulta médica. “A informação pode ajudar, mas não deve ser o ponto de partida para autodiagnósticos sem orientação profissional — algo que hoje pode ser resolvido com poucos cliques, inclusive por meio de consultas online”, afirmou.
A metodologia do levantamento considerou pesquisas no Google realizadas nos últimos doze meses, utilizando termos como “sintoma” e “sintomas de”, abrangendo todas as regiões do país. As doenças foram classificadas em um ranking baseado no volume total de buscas.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Olá Doutor. Para mais informações, acesse o blog oficial da plataforma.



