Caso importado de sarampo em São Paulo alerta para vacinação, inclusive de adultos

Um caso importado de sarampo em São Paulo voltou a chamar atenção para a importância da vacinação, especialmente

Um caso importado de sarampo em São Paulo voltou a chamar atenção para a importância da vacinação, especialmente entre adolescentes e adultos que têm dúvidas sobre sua imunização. A paciente é uma bebê de seis meses, sem histórico de vacinação, que viajou para a Bolívia, país que enfrenta surto da doença. O Ministério da Saúde reforça a necessidade de proteção contra o sarampo para todas as faixas etárias.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por via respiratória ao espirrar, tossir, falar ou respirar próximo a outras pessoas. A infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que “a transmissão pode ocorrer antes que o paciente apresente sintomas típicos como as manchas no corpo”.

No Brasil, a vacinação contra o sarampo é recomendada do primeiro ano de vida até os 59 anos. Para crianças, o Ministério da Saúde indica a vacina tríplice viral a partir dos 12 meses, com a segunda dose administrada aos 15 meses por meio da vacina tetraviral, que também protege contra varicela. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização. Pessoas até 29 anos devem receber duas doses com intervalo mínimo de um mês, enquanto adultos entre 30 e 59 anos recebem uma dose única. Trabalhadores da saúde não imunizados devem tomar duas doses com intervalo de 30 dias.

Em situações de surto, como o atual, recomenda-se a aplicação da “dose zero” da tríplice viral em crianças entre 6 e 12 meses.

O vírus do sarampo pode causar complicações graves, como encefalite, pneumonia e otite média aguda. Grávidas infectadas correm risco de parto prematuro e bebês de baixo peso. Crianças pequenas e imunossuprimidos são os grupos mais vulneráveis.

Os sintomas iniciais do sarampo incluem tosse, coriza, mal-estar, conjuntivite e febre alta acima de 38,5ºC. Após 2 a 4 dias, surgem as manchas vermelhas na pele, começando no rosto e se espalhando para o tronco e extremidades. Manchas de Koplik, pequenas lesões na mucosa da bochecha, são características da doença. Sintomas gastrointestinais e neurológicos também podem ocorrer, exigindo atenção médica imediata.

O Brasil recuperou em novembro de 2024 a certificação de país livre da circulação do sarampo, concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em 2025, foram confirmados cerca de 14.800 casos na região das Américas, com 600 mil doses de vacina disponibilizadas para áreas de fronteira e regiões com grandes colônias.

O Grupo Sabin, referência em saúde com 41 anos de atuação, reforça a importância da vacinação e oferece serviços de imunização em suas unidades. A prevenção por meio da vacina é o método mais eficaz para controlar o sarampo e proteger a população.

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