Abril reforça alerta para a prevenção da meningite no Brasil
O mês de abril, marcado pelo Dia Mundial de Combate à Meningite em 24 de abril, reforça a
O mês de abril, marcado pelo Dia Mundial de Combate à Meningite em 24 de abril, reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença, que pode evoluir rapidamente e deixar sequelas graves ou levar à morte. No Brasil, a meningite é um desafio de saúde pública, com milhares de casos notificados anualmente, causados principalmente por vírus e bactérias. A forma bacteriana, embora menos frequente, é a mais grave e exige atenção imediata. Nos últimos anos, especialistas têm demonstrado preocupação com oscilações no número de casos e com a queda nas coberturas vacinais.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo se manifestar com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sensibilidade à luz e, em alguns casos, manchas pelo corpo, segundo a pediatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Renata de Carvalho Kuntz. Em crianças pequenas, os sinais podem incluir irritabilidade, choro persistente e dificuldade para se alimentar.
A rapidez no reconhecimento dos sintomas é fundamental para evitar complicações. “A meningite pode evoluir de forma muito rápida, especialmente nos casos bacterianos. Por isso, ao identificar sinais suspeitos, é essencial buscar atendimento médico imediato. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação”, explica a médica.
A prevenção é a principal aliada no combate à doença. O calendário nacional de vacinação oferece imunizantes contra alguns dos principais agentes causadores da meningite, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Manter a vacinação em dia é uma das formas mais eficazes de proteção, principalmente entre crianças.
Além da imunização, medidas como higiene adequada das mãos, evitar compartilhamento de objetos pessoais e atenção a ambientes fechados e com aglomeração ajudam a reduzir o risco de transmissão, segundo a Dra. Renata.
A médica reforça que “falar sobre meningite é reforçar a importância da prevenção. A vacina salva vidas e a informação ajuda as famílias a reconhecerem os sinais e agirem rapidamente.”



