Vida após diagnóstico da doença de Parkinson: tratamento e sintomas principais
Doença afeta mais de 500 mil brasileiros e exige manejo interdisciplinar dos sintomas
A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa que afeta mais de 500 mil brasileiros, conforme dados publicados em 2025 na revista científica The Lancet. Mundialmente, cerca de 10 milhões de pessoas convivem com essa enfermidade, que tem motivado avanços em pesquisas para melhorar o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.
Entre os sintomas mais comuns estão tremores, lentidão dos movimentos (bradicinesia), rigidez muscular, alterações no equilíbrio e postura. É importante destacar que o tremor, embora seja o sintoma mais conhecido, não está presente em todos os casos. Quando ocorre, caracteriza-se por ser predominantemente de repouso e iniciar-se de forma unilateral.
Após o diagnóstico, a vida do paciente passa por uma transformação, com foco no convívio e controle dos sintomas. Segundo a médica Andressa Dias, professora de pós-graduação em Geriatria da Afya Educação Médica Curitiba, o tratamento começa com uma avaliação detalhada para entender o impacto dos sintomas na rotina do paciente. Caso as manifestações sejam leves, o início da medicação pode ser adiado, mas geralmente os pacientes procuram ajuda quando os sintomas já são significativos.
O manejo da doença requer uma abordagem interdisciplinar, envolvendo neurologistas especializados, geriatras e profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e educação física. A combinação terapêutica é personalizada, visando controlar tanto os sintomas motores quanto os paralelos, como distúrbios do sono, dor e depressão.
Ainda não existe cura definitiva para a doença de Parkinson. No entanto, avanços científicos recentes têm proporcionado tratamentos que melhoram a qualidade de vida dos pacientes. Um estudo publicado em 2025 na revista Nature destacou o potencial das terapias com células-tronco, que, mesmo em fase experimental, apresentaram resultados expressivos no controle da doença.
Os fatores de risco incluem predisposição genética, especialmente em casos com parentes de primeiro grau diagnosticados em idade jovem, exposição a pesticidas e traumatismo craniano. Sinais prodrômicos, como perda do olfato e alterações do sono, podem anteceder os sintomas motores clássicos por anos.
A Afya, maior ecossistema de educação médica do Brasil, reúne diversas instituições de ensino superior e promove educação continuada para profissionais da saúde, destacando a importância do suporte educacional no enfrentamento do Parkinson. O conteúdo aqui apresentado foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.



