Gordura no fígado é epidemia silenciosa que atinge 30% da população mundial

Condição está associada ao sobrepeso e pode evoluir para doenças graves

No dia 19 de abril, o Dia Mundial do Fígado destaca a crescente preocupação com a gordura no fígado, condição que atualmente atinge cerca de um terço da população adulta mundial. Conhecida como doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), essa condição está relacionada ao acúmulo de gordura no fígado, frequentemente associada ao sobrepeso e à obesidade.

Regiões como a América do Sul e o Oriente Médio apresentam os maiores índices da doença, com aproximadamente 30% e 32% da população afetada, respectivamente. No Brasil, cerca de 40% das pessoas são impactadas pela esteatose hepática.

A condição pode permanecer silenciosa por anos, mas com o tempo pode evoluir para inflamação (MASH), cicatrizes no fígado (fibrose), cirrose e até câncer hepático. Estudos indicam que oito em cada dez pacientes com sobrepeso ou obesidade apresentam gordura no fígado, e cerca de 25% das pessoas com obesidade podem desenvolver MASH ao longo da vida.

O uso de produtos cuja segurança e eficácia não foram comprovadas, como suplementos e chás vendidos como naturais, também pode causar complicações no fígado.

Apesar da prevalência da doença, 61% da população brasileira nunca realizou ou desconhece quais exames detectam a gordura no fígado. A falta de sintomas específicos e o desconhecimento dificultam o diagnóstico precoce. O exame de elastografia hepática é fundamental para identificar a condição, mas o acesso a esse procedimento ainda é limitado no país.

Para facilitar o diagnóstico, a Novo Nordisk, em parceria com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, desenvolveu o MASH Map, um site público que oferece um mapa com clínicas que realizam o exame de elastografia e especialistas no cuidado da doença.

Em dezembro de 2025, a Anvisa aprovou o Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) como o primeiro tratamento indicado para gordura no fígado com inflamação no Brasil. O medicamento demonstrou, em estudo clínico de fase 3, a reversão da inflamação e melhora da fibrose hepática após 72 semanas de uso, com 63% dos pacientes alcançando a resolução da MASH e 37% apresentando melhora na fibrose.

A gordura no fígado ocorre pelo acúmulo de gordura nas células hepáticas, que pode levar a inflamação e cicatrização interna. Fatores como sobrepeso, obesidade, diabetes tipo 2, alterações no colesterol e triglicerídeos, além da síndrome metabólica, aumentam o risco de desenvolver a doença.

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