Curadoria literária orienta empreendedores em diferentes fases do negócio no Dia Mundial do Livro

Líderes do franchising indicam obras essenciais para apoiar a jornada empreendedora desde o início até a expansão

Em uma era de infodemia, em que o excesso de informação muitas vezes gera paralisia estratégica, filtrar o que é essencial para o crescimento de um negócio tornou-se um dos maiores desafios de quem empreende. O diferencial de um líder não está mais no quanto ele lê, mas na capacidade de selecionar os conhecimentos certos para cada fase da jornada.

Neste Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, empreendedores e executivos abrem suas bibliotecas e compartilham as leituras para criar um roteiro prático de aprendizado. A iniciativa propõe uma linha do tempo: desde os fundamentos para quem ainda está no “Dia 1″, passando pelos desafios de gestão de quem já opera, até as teses de escala para negócios sólidos que buscam a expansão nacional. Por meio de indicações que misturam clássicos da administração e lições de resiliência pessoal, eles oferecem um mapa literário que auxilia quem deseja navegar com mais clareza pelo complexo ecossistema de negócios do país.

Confira:

Dicas para quem está começando

Para Rodrigo Cardoso, CEO e fundador da Bengô Açaí, investir em si mesmo é o melhor investimento possível. Ele destaca que a leitura é essencial para desenvolver uma mentalidade de alta performance e impulsionar os resultados no negócio. “Antes de aplicar recursos na empresa, é fundamental investir em conhecimento. Se eu pudesse indicar um livro que todo empreendedor deve ler, seria ‘Empresas Feitas para Vencer’, por oferecer uma visão clara sobre a construção de uma liderança sólida”, pontua.

Já Roger Coelho, sócio-fundador e diretor de novos negócios da Le Petit Macarons, acredita que o autogerenciamento é o primeiro passo para o sucesso empresarial. Para quem está começando, ele considera obrigatória a leitura de ‘Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes’, de Stephen Covey. “Antes de gerir um CNPJ, o empreendedor precisa aprender a gerir a si mesmo. Este livro oferece a base emocional e estratégica para priorizar o que realmente importa e manter o equilíbrio sob pressão”, conclui.

Para Álan Torres, diretor-geral do Johnny Rockets, para quem está começando a gerenciar um negócio, é fundamental desenvolver uma mentalidade de crescimento e estruturar a operação. “Um ótimo ponto de partida e um livro que abriu a minha mente foi ‘O Mito do Empreendedor’, de Michael E. Gerber. Considero um dos mais importantes para empreender sem cair nos erros clássicos e deveria ser leitura obrigatória. Um conselho importante para aqueles que estão iniciando no empreendedorismo é construir um negócio que funcione sem a presença constante do proprietário e estruturar os quatro pilares fundamentais: processos, pessoas, produtos e, principalmente, propósito”, comenta.

Dicas para quem está escalando

Expandir um negócio exige consistência a longo prazo, o crescimento nasce da combinação entre satisfação do cliente, processos padronizados, foco em resultados e resiliência. Lucas André, CEO da Fast Tennis, destaca que certos fundamentos são divisores de águas na gestão. Essa visão é corroborada pela obra ‘Beyond Entrepreneurship 2.0’, de Jim Collins, que reforça que crescer aceleradamente demanda ainda mais disciplina, clareza estratégica e rigor na execução. “Uma das lições mais valiosas da minha jornada como empreendedor foi entender que muitas pessoas projetarão as próprias limitações em você. Por isso, indico este livro como norte para que muitos empresários entendam que filtrar opiniões externas é vital para manter o foco no propósito e garantir que o negócio cresça livre de interferências”, completa Lucas.

Pensando no processo de escala, a indicação de Camila Miglhorini, fundadora e CEO do Mr. Fit, foca na transição do operacional para o estratégico por meio da liderança comportamental. Como coautora da obra ‘Liderança Destemida’, escrita em parceria com diversos autores, Camila utiliza sua trajetória de mais de uma década à frente de uma rede com centenas de unidades para mostrar que escalar um negócio exige, acima de tudo, resiliência e a capacidade de inspirar pessoas. “A obra funciona como um guia prático para quem precisa transformar o potencial de crescimento em ação real, ensinando que o sucesso na expansão não vem de respostas prontas, mas da coragem de enfrentar os desafios da gestão com uma postura autêntica e impactante, essencial para manter a solidez de uma marca em plena ascensão”, conclui a executiva.

Arnaldo Di Blasi, CEO da Di Blasi Pizzas, acredita que a adaptabilidade é a característica mestre de um líder em fase de crescimento. Ele aponta o clássico ‘Quem Mexeu no Meu Queijo?’, de Spencer Johnson, como uma leitura fundamental para entender o comportamento humano diante de mudanças. “Em momentos de expansão, é fácil cair no piloto automático ou estagnar. O livro é uma metáfora poderosa sobre como manter uma postura orientada à solução e ajustar rotas sem perder o movimento”, explica.

Dicas para quem está no alto escalão

A recomendação da Priscila Aguiar, CEO da Academia Gaviões 24h, é o livro ‘Essencialismo: a disciplinada busca por menos’, de Greg McKeown. Segundo a executiva, a gestão de tempo é um dos maiores desafios dos líderes, e o livro pode ser uma alternativa para entender esse processo. “O essencialismo é vital para a criatividade. Uma mente sobrecarregada e viciada em demandas operacionais perde a capacidade de acessar o lado criativo e encontrar soluções inovadoras. O livro propõe a filosofia do que é essencial e do que é trivial. O grande desafio do gestor é justamente identificar o que gera resultado e aceitar que não pode centralizar tudo, tornando a delegação uma ferramenta indispensável”, conclui.

De acordo com Guilherme Mauri, sócio-fundador e CEO da Minha Quitandinha, o autor que deve estar na prateleira de todo empreendedor é Simon Sinek, especialmente a obra ‘Comece pelo Porquê’. “O livro nos provoca a refletir sobre a importância de ter um propósito claro e central, não apenas como discurso, mas como base real para todas as decisões. Ele defende que o propósito deve guiar tudo, alinhando cada cargo a um objetivo maior. Quando isso acontece, as pessoas passam a se desenvolver de forma mais autônoma, criando soluções e evoluindo.

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