Cultura popular e tecnologia transformam aprendizagens em escola
Estudantes do 1º ano desenvolvem habilidades digitais a partir do Cacuriá
O projeto “Cultura Popular e Tecnologias para Aprendizagens” está sendo desenvolvido na EMEF Frei Galvão, no Maranhão, com estudantes do 1º ano. A iniciativa articula elementos da cultura popular maranhense, especialmente o Cacuriá, a práticas de programação, robótica e cultura maker, integrando tradição e inovação no ambiente escolar.
O Cacuriá é uma manifestação cultural que reúne música, dança e celebração coletiva, marcada por ritmos animados e cantigas ligadas às festas do Divino Espírito Santo. No projeto, os alunos têm contato inicial com o Cacuriá por meio da oralidade, ritmo e expressão corporal, vivenciando a cultura local. Em seguida, esses elementos são retomados em atividades tecnológicas, como desafios de lógica, construção de protótipos e organização de sequências.
A proposta é desenvolvida nas aulas de Território, sob orientação do professor de educação digital Gilberto Araújo, e tem como objetivo fomentar habilidades como pensamento computacional, criatividade e autonomia. O projeto funciona como etapa introdutória do percurso formativo em educação digital, que será aprofundado até o 4º ano e continuará nos anos seguintes.
Ao longo dos bimestres, as atividades evoluem de práticas concretas, como construção manual e experiências maker, para propostas digitais, incluindo robótica, criação de animações e desenvolvimento de jogos por meio de programação em blocos. O repertório do Cacuriá orienta as atividades, servindo de base para a criação tecnológica.
A metodologia é progressiva: cada unidade inicia com a vivência coletiva das músicas e, na semana seguinte, avança para atividades tecnológicas relacionadas ao tema. Nos primeiros bimestres, o foco está em experiências práticas; no terceiro, a programação em blocos amplia as possibilidades de criação; no quarto, as aprendizagens são integradas em propostas que articulam diferentes linguagens.
O projeto promove o protagonismo dos estudantes e o trabalho colaborativo, incentivando a produção autoral. Ao transformar referências da cultura popular em projetos tecnológicos, o programa contribui para que os alunos se tornem criadores, conectando tradição e inovação no processo educativo.
A Secretaria Municipal de Educação (SME), criada em 1975, atende mais de 1 milhão de estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com uma rede de mais de 4 mil escolas e 159 mil profissionais, a SME oferece material escolar e uniforme para todos os alunos, garantindo equidade no acesso à aprendizagem. A rede mantém matrículas abertas durante todo o ano para assegurar a inclusão de todas as crianças e jovens.
Em 2026, a SME reafirma seu compromisso com a equidade, inclusão e qualidade da educação, fortalecendo políticas públicas que impactam diretamente o cotidiano das escolas e estudantes.



