Beijo e saúde: como o gesto afetuoso pode transmitir doenças comuns
Especialista da UniCesumar esclarece riscos e prevenção no contato pela saliva
O beijo é uma das demonstrações de carinho mais universais, mas também pode ser uma via de transmissão de doenças pela saliva. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 2024 e 2025 houve um aumento significativo na circulação de vírus respiratórios no Brasil, o que torna importante discutir a prevenção relacionada a esse gesto tão comum.
Doenças como mononucleose, herpes labial, sífilis, gripes, resfriados e até a COVID-19 podem ser transmitidas pela saliva. A mononucleose, conhecida como “doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e tem alta incidência entre adolescentes e jovens adultos, período em que os sintomas costumam ser mais intensos, como febre e dor de garganta. Já o herpes labial pode ser transmitido mesmo sem lesões visíveis, por meio do “shedding viral assintomático”, fenômeno em que o vírus é disseminado sem sinais aparentes.
A infectologista e professora da UniCesumar Simone Bonafé destaca que “é fundamental desmistificar a ideia de que o beijo é o grande vilão. Muitas doenças que associamos a ele são transmitidas pela saliva, mas o contágio pode ocorrer em uma conversa mais próxima, pelo compartilhamento de copos ou talheres.” Ela reforça que o foco deve estar na prevenção e na atenção aos sintomas, como febre, dor de garganta ou lesões na boca, e não em evitar o gesto de carinho.
A transmissão ocorre principalmente por gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar ou falar, que podem atingir as mucosas de outra pessoa. Ambientes fechados e com pouca ventilação facilitam a contaminação, muitas vezes mais do que o próprio beijo. A boca é um ambiente propício para microrganismos, abrigando mais de 700 espécies de bactérias, além de vírus e fungos, o que explica a alta carga viral na saliva, especialmente quando a pessoa está doente.
Para se proteger, é recomendado evitar beijar pessoas que estejam visivelmente gripadas, com febre ou lesões ativas na boca. Manter uma boa higiene bucal ajuda a reduzir o risco, embora não elimine completamente a possibilidade de transmissão, já que microrganismos também estão presentes na garganta e vias respiratórias.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da UniCesumar, que reforça a importância do diálogo aberto sobre saúde e prevenção, desmistificando tabus e promovendo o cuidado mútuo como uma forma de afeto.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



