Quatro riscos da circulação que toda mulher deve conhecer

Gravidez, hormônios e dores silenciosas indicam cuidados essenciais para a saúde vascular feminina

A circulação corporal é um tema fundamental para a saúde da mulher, mas que muitas vezes recebe pouca atenção. Problemas vasculares podem surgir de forma silenciosa e estão associados a fases importantes da vida feminina, como a gravidez, o uso de hormônios e predisposições individuais. Segundo o Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), “a saúde vascular da mulher é influenciada por diversos fatores ao longo da vida. Conhecer esses riscos é essencial para prevenção e diagnóstico precoce”.

Um dos principais períodos que exigem cuidado especial é a gravidez. Durante a gestação, o corpo sofre transformações significativas, como o aumento do volume sanguíneo, a ação intensa dos hormônios e a compressão das veias pelo crescimento do útero. Isso dificulta o retorno do sangue ao coração e favorece o surgimento de varizes, inchaço nas pernas e sensação de peso, além de aumentar o risco de trombose. O especialista destaca que “a gestação cria um ambiente propício para alterações na circulação. Essa combinação pode favorecer desde quadros mais leves, como varizes, até eventos mais graves, como a trombose, exigindo acompanhamento ao longo de todo o pré-natal”. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta que o risco de tromboembolismo venoso pode ser até 4,6 vezes maior em gestantes.

Outro sinal que merece atenção é a dor pélvica persistente, que pode estar relacionada às varizes pélvicas — uma dilatação das veias na região inferior do abdômen. Essa dor tende a piorar ao longo do dia, especialmente após longos períodos em pé ou durante o ciclo menstrual. O Dr. Joviliano alerta que “as varizes pélvicas ainda são pouco reconhecidas, o que pode atrasar o diagnóstico. Muitas mulheres convivem com dor crônica sem saber a causa. É importante investigar, especialmente quando há histórico de gestações”.

Além disso, o uso de anticoncepcionais hormonais exige avaliação individualizada. Embora seguros para a maioria, esses métodos podem aumentar o risco de trombose em mulheres com predisposição, como histórico familiar, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Isso ocorre porque alguns hormônios interferem no sistema de coagulação do sangue, tornando-o mais propenso à formação de coágulos. “O uso de hormônios deve ser sempre individualizado e orientado por um médico. Nem todas as mulheres podem utilizar os mesmos métodos com segurança”, reforça o especialista.

Por fim, o check-up vascular é fundamental para a prevenção. Mesmo na ausência de sintomas, a avaliação clínica e exames como o ultrassom Doppler ajudam a identificar alterações precoces na circulação. O presidente da SBACV conclui que “o check-up vascular permite identificar fatores de risco antes que eles evoluam para quadros mais graves. Com medidas simples, como manter-se ativa, hidratar-se bem e evitar longos períodos na mesma posição, já é possível proteger a circulação no dia a dia”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 128 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar