Gripe no outono: por que escritórios cheios aumentam afastamentos

Entenda como a volta ao trabalho presencial eleva os riscos e medidas para proteger equipes

Com a chegada do outono, a circulação de vírus sazonais aumenta e, junto com o retorno expressivo ao trabalho presencial, as empresas têm registrado um crescimento nos afastamentos por sintomas respiratórios. Segundo a 8ª edição do Relatório de Tendências em Gestão de Pessoas, do Great Place to Work, 51,1% das empresas brasileiras já adotam o modelo presencial, enquanto o híbrido está em 41,3% e o remoto caiu para 7,6%. Essa mudança acompanha uma tendência global, com dados da McKinsey & Company mostrando que o trabalho presencial quase dobrou em um ano, passando de 35% em 2023 para 68% em 2024.

Na prática, isso significa que mais pessoas compartilham o mesmo espaço por longos períodos, o que potencializa a transmissão de infecções respiratórias, especialmente no outono, quando esses vírus ganham força. Dados da Fiocruz indicam que essa estação marca o início da alta sazonal dessas infecções no Brasil. A infectologista Rosana Richtmann, consultora em vacinas da Dasa, destaca que “quando você reúne pessoas por muitas horas em ambientes fechados, com pouca renovação de ar e contato próximo, cria-se um cenário favorável à transmissão. Basta um infectado para iniciar uma cadeia de contágio.”

A vacinação contra a gripe, atualizada anualmente para acompanhar as variantes, é uma ferramenta essencial para reduzir o risco de formas graves da doença, internações e afastamentos prolongados. Em ambientes coletivos como escritórios, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de transmissão em cadeia.

Além da sazonalidade, o ambiente e o comportamento no trabalho influenciam diretamente o risco. Ambientes pouco ventilados, reuniões presenciais longas e alta densidade de pessoas favorecem a circulação de partículas respiratórias, que podem permanecer suspensas no ar. A infectologista Luísa Chebabo, do laboratório Bronstein, ressalta que “o ambiente corporativo favorece essa disseminação porque há proximidade constante e, muitas vezes, uma cultura que ainda valoriza estar presente mesmo quando a pessoa não está bem. O presenteísmo — ir trabalhar mesmo com sintomas — segue como um dos principais vetores silenciosos de transmissão.”

Para minimizar os impactos, as empresas podem adotar medidas práticas como campanhas de vacinação corporativa, flexibilização para afastamento em caso de sintomas, incentivo ao modelo híbrido em períodos de maior circulação viral, melhoria da ventilação e revisão dos espaços fechados, além da ampliação do acesso à telemedicina e atendimento rápido. Pequenas mudanças operacionais têm impacto direto na redução de casos e na continuidade das atividades.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 180 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar